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terça-feira, 27 de novembro de 2012

Percepção dos maus-tratos infantis pelos estudantes de Odontologia da UFPB


Resumo:
Verificar a percepção dos maus-tratos infantis pelos alunos do sexto e décimo períodos do curso de graduação de Odontologia da Universidade Federal da Paraíba. O estudo foi do tipo quantitativo, descritivo de corte transversal, utilizando-se um questionário semi-estruturado em 61 estudantes. A maioria dos acadêmicos soube definir maus-tratos adequadamente, 53,8% dos alunos do 3º ano e 70,4% dos alunos do 5º ano. A fratura dental foi o sinal bucal mais citado pelos alunos do 3º ano (24,2%) e do 5º ano (24,4%); assim como, o hematoma foi o sinal corporal mais relatado por ambos os grupos, correspondendo respectivamente a 32,3% e 27,8%. Menos da metade da amostra (41%) responderam saber o que fazer diante de casos de maus-tratos infantis; o órgão de defesa e proteção mais citado, por ambos os grupos foi o conselho tutelar: 84,62% (3º ano) e 70% (5º ano). Em relação às informações recebidas sobre abuso infantil durante toda a graduação: 30% dos alunos do 5º ano disseram que contribuíram par sua futura vida profissional, 90% relataram que estas informações foram insuficientes para se ter uma adequada conduta diante de casos de maus-tratos infantis e 86,7% gostariam e receber capacitação extra sobre o tema. Apesar dos alunos do 5º ano apresentarem uma percepção mais profunda sobre a definição, diagnóstico e conduta diante de maus-tratos infantis, observa-se a importância de maior espaço ao tema no currículo do curso de Odontologia, bem como a necessidade de uma educação continuada após a graduação. Artigo publicado em: Int J Dent, Recife, 10(4): 234-41, out/dez, 2011.
Autor: elibmedeiros@yahoo.com.br. 

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