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quarta-feira, 21 de março de 2012

Intoxicação ocupacional pelo benzeno: um assunto de saúde ambiental

Resumo

Desde o final do século XIX, a prevenção da ex­posição ao benzeno tem sido uma preocupação em diversos países. A saúde ambiental visa o conheci­mento, a detecção ou prevenção de qualquer mudan­ça nos fatores determinantes do meio ambiente que interferem e colocam em risco a saúde e o bem estar humano. Este estudo teve como objetivo recuperar o percurso histórico da utilização industrial do benzeno no Brasil, da produção técnico-científica sobre a saú­de dos trabalhadores a ele expostos. Também relata a biotransformação, farmacocinética e farmacodinâmica do benzeno, bem como seus sinais e sintomas, formas de prevenção e o tratamento.

O benzeno foi isolado pela primeira vez por Faraday, em 1825, na fração leve do gás resultante da degradação térmica do carvão mineral (hulha). O início da produção industrial do benzeno se deu a partir de 1849, como subproduto da destilação seca do carvão mineral, nas coquerias das usinas siderúrgicas. O coque metalúrgico, quando utilizado e aquecido em altas temperaturas, emana um vapor composto por mais de 100 tipos diferentes de hidrocarbonetos, sendo o benzeno um dos principais. Nas coquerias o benzeno é separado na fração de óleos leves de alcatrão, denominado BTX siderúrgico, constituído por misturas de benzeno, tolueno e xileno, da qual o benzeno é o componente em maior proporção. Tem vasta utilização na indústria química como matéria prima para inúmeros compostos. É um sub­produto na indústria siderúrgica, presente no carvão mineral, que também é utilizado como fonte energética, ampliando em muito seu potencial de con­taminação. Estudos recentes têm comprovado os mecanismos dos efeitos tó­xicos e cancerígenos do benzeno.

Na intoxicação profissional frequentemente se observam manifestações orais como estomatite simples ou ulcerada além de hemorragias gengivais decorrentes da intoxicação sistêmica. A intoxicação crônica pode levar ainda a uma necrose do maxilar superior.... Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 171-4, jul./dez. 2011.


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