Mensagem dos Autores

Motivados pelo desenvolvimento da Odontologia Legal no Brasil, os autores tiveram a iniciativa de agregar mais uma ferramenta de convergência da classe pericial odontológica com o intuito de divulgar notícias, eventos, trabalhos científicos, além de contribuir para a discussão e troca de experiências entre os praticantes da perícia odontolegal. Contamos com todos para tornarmos este Blog um centro de encontro e de crescimento profissional.







sábado, 31 de março de 2012

Fratura dos instrumentos endodônticos: recomendações clínicas

Resumo

Instrumentos endodônticos são ferramentas metálicas, fabricados de ligas de aço inoxidável ou de niquel-titânio (NiTi) empregados como agentes mecânicos na instrumentação de canais radiculares. Durante a instrumentação do canal radicular, o ins­trumento sofre tensões que variam com a anatomia do canal. Tensões, desconhecimento das proprieda­des mecânicas dos materiais e pouca habilidade e experiência clínica do profissional podem induzir sua ruptura no interior do canal. A fratura durante o uso clínico pode ocorrer por carregamento de torção, fle­xão rotativa e por suas combinações. Instrumentos fraturados e retidos no interior do canal podem afetar o resultado do tratamento endodôntico. O propósito deste trabalho é apresentar recomendações clíni­cas para reduzir o risco de fraturas de instrumentos endodônticos durante a instrumentação de canais radiculares.

Recomendações Clínicas

Algumas recomendações clínicas devem ser analisadas para minimizar a fratura por flexão rotativa de instrumentos endo­dônticos, durante o uso clínico:

• permanecer o menor tempo possível com o instrumento girando no interior de um canal radicular curvo...;
• manter o instrumento no interior de um canal curvo em constante avanço e retrocesso em sentido apical...;
• não flambar o instrumento no interior de um canal radi­cular. Flambagem é a deformação elástica apresentada pelo instrumento endodôntico quando submetido a um carrega­mento compressivo na direção de seu eixo (axial)...;
• quanto menor o raio de curvatura do canal radicular, quanto maior o comprimento do arco, e quanto mais próxi­mo do segmento cervical estiver o arco de um canal curvo, menor será o número de ciclos suportado pelo instrumento até a falha...;
• os instrumentos endodônticos devem ser empregados com a menor velocidade de rotação possível...;
• durante o movimento de retrocesso não pressionar lateral­mente (pincelamento) o instrumento contra as paredes de segmentos achatados de canais radiculares...;
• acionar os instrumentos endodônticos de NiTi por meio do movimento oscilatório ou alternado...;
• outra maneira de se reduzir à fratura por flexão rotativa é por meio do descarte preventivo do instrumento antes dele alcançar o limite de vida em fadiga. Todavia, este procedi­mento eleva o custo do tratamento endodôntico, podendo ser considerado como desvantagem. Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 152-6, jul./dez. 2011.


segunda-feira, 26 de março de 2012

A importância do prontuário odontológico – com ênfase nos documentos digitais

Resumo

A presente pesquisa buscou determinar os prin­cipais componentes do prontuário odontológico, in­vestigar seu real tempo de guarda e esclarecer aos profissionais importantes conceitos de certificação e assinatura digital para o uso dos prontuários digitais. Após a revisão da literatura, pode-se concluir que o prontuário odontológico preconizado pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) é passível de ser re­alizado. O tempo de guarda ideal é de acordo com o Código de Defesa do Consumidor e o Prontuário Odontológico Digital pode ser utilizado. A certificação digital, realizada pelo ICP-Brasil, é segura e reconhe­cida nos meios jurídicos com a finalidade de autenticar um documento digital. Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 157-60, jul./dez. 2011.
  

quarta-feira, 21 de março de 2012

Intoxicação ocupacional pelo benzeno: um assunto de saúde ambiental

Resumo

Desde o final do século XIX, a prevenção da ex­posição ao benzeno tem sido uma preocupação em diversos países. A saúde ambiental visa o conheci­mento, a detecção ou prevenção de qualquer mudan­ça nos fatores determinantes do meio ambiente que interferem e colocam em risco a saúde e o bem estar humano. Este estudo teve como objetivo recuperar o percurso histórico da utilização industrial do benzeno no Brasil, da produção técnico-científica sobre a saú­de dos trabalhadores a ele expostos. Também relata a biotransformação, farmacocinética e farmacodinâmica do benzeno, bem como seus sinais e sintomas, formas de prevenção e o tratamento.

O benzeno foi isolado pela primeira vez por Faraday, em 1825, na fração leve do gás resultante da degradação térmica do carvão mineral (hulha). O início da produção industrial do benzeno se deu a partir de 1849, como subproduto da destilação seca do carvão mineral, nas coquerias das usinas siderúrgicas. O coque metalúrgico, quando utilizado e aquecido em altas temperaturas, emana um vapor composto por mais de 100 tipos diferentes de hidrocarbonetos, sendo o benzeno um dos principais. Nas coquerias o benzeno é separado na fração de óleos leves de alcatrão, denominado BTX siderúrgico, constituído por misturas de benzeno, tolueno e xileno, da qual o benzeno é o componente em maior proporção. Tem vasta utilização na indústria química como matéria prima para inúmeros compostos. É um sub­produto na indústria siderúrgica, presente no carvão mineral, que também é utilizado como fonte energética, ampliando em muito seu potencial de con­taminação. Estudos recentes têm comprovado os mecanismos dos efeitos tó­xicos e cancerígenos do benzeno.

Na intoxicação profissional frequentemente se observam manifestações orais como estomatite simples ou ulcerada além de hemorragias gengivais decorrentes da intoxicação sistêmica. A intoxicação crônica pode levar ainda a uma necrose do maxilar superior.... Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 171-4, jul./dez. 2011.


sexta-feira, 16 de março de 2012

Avaliação dos níveis de mercúrio sistêmico em profissionais da Odontologia. Parte III: avaliação transversal

Resumo

Este estudo mensurou o nível de mercúrio em profissionais em função do período de exposição ao amálgama de prata comparado a pessoas não expos­tas. Coletou-se 60 amostras de urina distribuídas em seis grupos, divididos em pessoas com e sem restau­rações de amálgama, estudantes após o primeiro con­tato ocupacional, dentistas até um ano de profissão, dentistas entre 5 a 10 anos de profissão e dentistas en­tre 15 a 20 anos de profissão. Determinou-se o mercú­rio através de espectrofotometria de absorção atômica a vapor frio (CV-AAS) em amostras de urina. A análise dos resultados apresentou que houve diferença esta­tisticamente significante entre os grupos (p = 0,01012). A análise dos resultados constatou que existe um risco potencial de se aumentar os níveis sistêmicos de mer­cúrio em função do período de manipulação do amál­gama dental, apesar de que os sujeitos da pesquisa apresentaram resultados dentro do limite de tolerância biológica proposto pela OMS. Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 205-8, jul./dez. 2011.


domingo, 11 de março de 2012

Falhas em restaurações com facetas laminadas: uma revisão de literatura de 20 anos

Resumo

O objetivo deste trabalho foi coletar dados cientí­ficos sobre falhas em facetas laminadas. A revisão foi realizada através de busca de artigos originais sobre o referido assunto em periódicos listados na fonte Pubmed, desde 1990 até 2010. Foram selecionados artigos relacionados principalmente a: planejamento do caso, seleção de materiais, tipos e técnicas de preparo, tratamento das superfícies dente/restaura­ção, cimentação e longevidade do procedimento. A fase mais crítica na técnica de facetas é a cimenta­ção. A incorreta indicação do caso para o tratamento e o tipo de preparo utilizado também são apontados como principais alvos de falhas. A técnica de facetas laminadas é uma técnica sensível, porém, se forem respeitados os passos de sua confecção, apresenta alto índice de sucesso. Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 238-43, jul./dez. 2011.


Autor: mari9gonz@hotmail.com.

terça-feira, 6 de março de 2012

Avaliação dos níveis de mercúrio sistêmico após remoção de restaurações de amálgama

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar o impacto da remoção de restaurações amálgama, nos níveis de mercúrio sistêmico, na urina de pacientes. Dis­tribuíram-se 20 pacientes em dois grupos amostrais dependentes: GR1 (n = 10) – antes da remoção da restauração sem dique de borracha; GR2 (n = 10) – os mesmos pacientes do grupo GR1, após a remoção da restauração; GA1 (n = 10) – antes da remoção com di­que de borracha; GA2 (n = 10) – os mesmos pacientes do grupo GA1, após a remoção da restauração. Entre os grupos dependentes houve diferença estatistica­mente significativa (p = 0,005012 e p = 0,009747). Os pacientes apresentaram aumento nos níveis de mer­cúrio sistêmico, independentemente do uso de dique de borracha. Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 264-7, jul./dez. 2011.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Análise da natureza da responsabilidade civil do ortodontista e seu impacto na prática da especialidade

Resumo

O presente trabalho teve o objetivo de abordar o tema da responsabilidade civil odontológica, expondo qual é o tipo de obrigação (de meio ou de resultado), pois dependendo do tipo de obrigação, muda a di­reção do ônus probatório, ou seja, há uma inversão do direito de provar a culpa. Se obrigação de meio, cabe ao paciente provar que o ortodontista teve culpa; se for caracterizada obrigação de resultado cabe ao profissional provar sua inocência. Apesar de alguns autores entenderem de forma diferente, as evidências científicas da Odontologia sustentam que obrigação jurídica do ortodontista é de meio. Artigo publicado em: Rev. bras. odontol., Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 260-3, jul./dez. 2011.


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