Mensagem dos Autores

Motivados pelo desenvolvimento da Odontologia Legal no Brasil, os autores tiveram a iniciativa de agregar mais uma ferramenta de convergência da classe pericial odontológica com o intuito de divulgar notícias, eventos, trabalhos científicos, além de contribuir para a discussão e troca de experiências entre os praticantes da perícia odontolegal. Contamos com todos para tornarmos este Blog um centro de encontro e de crescimento profissional.







domingo, 30 de janeiro de 2011

Workshop de análise de marcas de mordida


Vagas limitadas.
Valores diferenciados para associados ABO e ABOL.
Informações: http://www.abo-go.org.br/site2010/cursos.asp?prgId=188 e rhonanfs@terra.com.br.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

SURVIVAL OF BATCH NUMBERS WITHIN DENTAL IMPLANTS FOLLOWING INCINERATION AS AN AID TO IDENTIFICATION


Abstract

Dental implants have become a popular choice of treatment in replacing individual lost teeth or entire dentitions. The physical properties of high corrosion resistance, high structural strength and high melting point, suggest the retention of intact implants following most physical assaults. As the implants are machine made, they lack the individualisation required for their use as identifiers of the deceased, however the Straumann™ Company (Waldenburg, Switzerland) has recently released information that within the chamber of their implants they have laser etched batch numbers. The number of implants with the same batch number varies from 24 to 2400. The purpose of this study was to ascertain if the batch number was still identifiable following intense heat exposure in a furnace. A Straumann™ Standard Plus 3.3 x 8 mm implant, with no healing cap nor abutment attached was incinerated to 1125 degrees Celsius. Another Straumann™ Standard Plus 3.3 x 8 mm implant was also incinerated in the same way as the first implant but with an abutment attached. The results indicated that the first implant had totally oxidised within the internal chamber whilst the second implant following the removal of the abutment revealed an intact identifiable batch number. If the companies constructing implants were to place individual serial numbers rather than batch numbers on these implants then the potential exists for a new approach to be established for the identification of the deceased. Published in: J Forensic Odontostomatol 2010;28:1:1-4.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DENTAL ANOMALIES AND THEIR VALUE IN HUMAN IDENTIFICATION: A CASE REPORT


ABSTRACT

Forensic odontology and anthropology provide valuable support with regard to human identification. In some cases, when soft tissue is destroyed, carbonized or absent for whatever reason, bones and teeth become the only source of information about the identity of the deceased. In human identification, anything different, such as variation from normality, becomes an important tool when trying to establish the identity of the deceased. This paper illustrates a positive identification case achieved by the diagnosis of an anomaly of tooth position, with confirmation using skull-photo superimposition. Even though forensic science presents modern techniques, in this particular case, the anomalous position of the canine played a key role on the identification, showing that the presence of a forensic dentist on the forensic team can be of great value. Published in: J Forensic Odontostomatol 2010;28:1:39-43.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Livro: Perícias em Locais de Morte Violenta


Esta obra está focada nas necessidades do Perito Criminal que atende aos Locais de Morte Violenta contemplados no capítulo dos Crimes Contra a Vida do Código Penal Brasileiro: Homicídio, induzimento ao suicídio, infanticídio e aborto.

Na sua essência está dividida em três partes:
1- Conhecimentos básicos para o atendimento aos locais de morte.
2- Procedimentos essenciais para o atendimento aos locais de morte.
3- Elaboração do laudo de exame pericial.

São mais de 300 fotografias coloridas selecionadas ao longo dos 15 anos de atuação como Perito Criminal trazendo a realidade dos locais de morte violenta e sua importância como o crime numero um da humanidade.

Essencial para o Perito Criminal e de grande importância para os profissionais que se utilizam dos laudos por estes elaborados, dos órgãos Policiais, do Ministério Público e do Judiciário, além de ser um excelente material de apoio didático para cursos de formação nas áreas do Direito Penal e Processual.

Tenho grande prazer em compartilhar com meus amigos esta experiência no desempenho da função de Perito Criminal, como colaborador, como chefe da Seção de Crimes contra a Pessoa ou como perito oficial itinerante pelo Estado do Paraná.

Os títulos desenvolvidos nesta obra são os seguintes:
A Morte e a Legislação Brasileira, Ações Mecânicas,Armas e Instrumentos, Armas de Fogo, Traumatologia Forense, Processos Asfixicos, Energia Termoquímica, Elétrica e Explosiva, Abortamento e Infanticídio, Toxicologia Forense, Sexologia Forense, Tanatologia Forense, Identificação Forense, Levantamento de Local de Morte, Corpo de Delito, Papiloscopia Forense, Atendimento aos Locais de Morte, Locais de Morte Típicos, Documentos Técnicos, Laudo Genérico.

Para comprar a obra visite: http://www.edimarcunico.com.br.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Age Estimation in the Living: The Practitioner's Guide


Product Description
This book summarizes and explains the main approaches to age estimation in the living, defining when a parameter may be of use and raising awareness of its limitations. This text ensures that practitioners recognize when an assessment is beyond their area of expertise or beyond verification depending upon the clinical data available. Each key approach to age evaluation has been allotted a single chapter, written by an international leader in the particular field. The book also includes summary chapters that relay readily accessible data for use by the practitioner, and includes important ?ageing milestones.?

Product Details
Authors: Sue Black, Anil Aggrawal, Jason Payne-James
Hardcover: 318 pages
Publisher: Wiley (December 7, 2010)
Language: English
ISBN-10: 0470519673
ISBN-13: 978-0470519677
Product Dimensions: 9.8 x 6.6 x 0.9 inches

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Segundo Seminario Internacional de Antropologia Forense


Lunes 28


12:00 - 1:30 Human decomposition ecology

16:00 - 17: 30 Plataformas y sensores en prospección del terreno. Tecnología GPR en excavación y recuperación de restos óseos .

18:00 a 19:30 Técnicas arqueológica aplicada s a contextos forenses .

Martes 29

10:00 -11:30 Desarrollo, aplicación y valida ción de métodos matemáticos en el dimorfismo sexual

12:00 - 1:30 Forensic Identification of Individuals Involved in U.S./Mexico Border Crossing Fatalities

16:00 - 17: 30 Aportaciones de la somatometría a la Antropología Forense


18:00 a 19:30 Estudios de casos abordad os desde la perspectiva de la Antropología Forense

Miercoles 30

10:00 -11:30 An overview of forensic taphonomy

12:00 - 1:30 La intervención humana y animal como un agente tafonómico sobre los restos.

16:00 - 17: 30 Diagrnostico diferencial de lesiones traumáticas: antemortem, perimortem y postmortem .

18:00 a 19:30 Técnicas radiológicas e imagenológicas aplicada s a la Antropología Forense

Jueves 31


10:00 -11:30 Forensic DNA profiling: mitochondrial DNA and STR analyses

12:00 - 1:30 Distribución del ADN mitocondrial en México y su aplicación en las ciencias forenses.

16:00 - 17: 30 The Atkinson Collection: Applications to Forensics .

18:00 a 19:30 Validación de métodos y técnicas de la antropología dental en la Antropologia Forense

Viernes 1

10:00 -11:30 Current and future tools for DNA profiling .

12:00 - 13:30 La pertinencia de pruebas de la Antropología Forense en los juzgados

16:00 - 18:00 Mesa redonda : Perspectivas de la Antropología Forense en México.

Baixar programa completo aqui.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Projeto regulamenta atividade de perito judicial

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7811/10, do deputado Arnaldo Faria de Sá, que regulamenta a atividade de perito judicial no País.

Justificativa

"As instituições de Justiça, então especializadas, passaram a atender, cada vez mais, um número crescente de ações envolvendo uma quantidade maior de Profissionais, de Empresas e de Autores, além de apresentar, cada uma delas, maior diversidade de questões exigindo, por conseguinte, maior gama de conhecimento tanto jurídicos quanto de serviços dos Profissionais, Magistrados e Advogados, os quais necessitam tomar decisões sobre variados assuntos com clareza e precisão, a fim de espelhar a verdade dos fatos.

Evidentemente, o Juiz, não pode, em razão de seu cargo, de seu volume de trabalho, de suas verdadeiras atribuições, de seus conhecimentos jurídicos, de sua necessidade em se manter atualizado nas ciências jurídicas, proceder levantamentos e diligências para que a ação, refletindo a verdade dos fatos, seja considerada pronta par ao seu julgamento.

Na grande maioria das ações, devido às controvérsias apresentadas pelas partes, há a necessidade de se pesquisar a verdade para que o Juiz possa distribuir a Justiça.

Esse mister, há um século, sempre foi conferido, e não poderia ser de outra forma, a um profissional apto e com todos os pré-requisitos para auxiliar a Justiça na pesquisa da verdade através dos estudos dos autos, das diligências, dos levantamentos e de suas conclusões sobre as matérias em perícia.

Esse profissional, nos casos em que se exige o seu auxílio, é o responsável pela formação final do processo com a apresentação de seu laudo pericial documentado, através do qual apresenta ao juízo e às partes as verdadeiras faces da ação permitindo assim, juntamente com os outros elementos existentes nos autos, que o Juiz, mercê de seus conhecimentos jurídicos, profira a sentença, isto é, a decisão da Justiça sobre a lide.

A maioria dos Peritos Judiciais possui diversos cursos superiores, muitos deles com curso de Mestrado e de Doutorado, pertencendo ao corpo docente das faculdades.

Além disso, de um modo geral, são dotados de conhecimentos muito abrangentes, não somente em razão de seus diplomas universitários, como também através da experiência profissional adquirida em diversas áreas de atividade.

No momento em que o profissional assume o cargo de Perito Judicial, sua formação e/ou conhecimento técnico, científico e artístico passam a consistir em meras ferramentas da nova atividade compromissada.

Independentemente do curso de formação técnica realizado, as atividades de Perito Judicial exigem conhecimentos peculiares, que vão além daqueles adquiridos em seu curso de formação superior, impondo responsabilidades civis e penais inexistentes antes do profissional ter firmado compromisso como auxiliar da justiça.

Diante da importância dos serviços prestados pelos Peritos Judiciais, há necessidade e urgência em se permitir que a Justiça possua o controle e o registro desses profissionais, conhecendo-os por categoria, por experiência, pela capacidade e especialidade adquirida nas universidades e, principalmente, o conhecimento das tarefas que, por direito e conquista, encontram-se habituados a exercer.

A falta desses princípios e dos meios legais de construção desse caminho a ser percorrido, constata-se que, cada vez mais, profissionais sem as qualificações exigidas para o exercício de perícias específicas sejam nomeados sem que sejam observadas a sua experiência qualificada em serviços, a existência ou não de sua formação profissional e universitária.

Esta Lei visa a disciplinar e controlar as atividades do Perito Judicial, melhorar o nível da perícia, diminuir o prazo de entrega dos laudos periciais, somente permitir que Peritos Judiciais, conforme disposto nesta Lei, realizem atividades periciais afastando, em conseqüência da Justiça, os profissionais não habilitados e dotando as instituições da Justiça, por respeito á tão laboriosa classe, aos Juízes, às partes, de meios mais firmes e eficazes para atingirem o seu objetivo: o Direito.

Dado o exposto, conto com a colaboração dos ilustres Pares para a aprovação do presente Projeto de Lei, a qual foi sugestão da Associação dos Peritos Judiciais do Estado de São Paulo – APEJESP".

Notícia encaminhada por Solon Diego Mendes.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Médicos reprovados

Como anda o processo de revalidação de diplomas na Odontologia brasileira?

Valorizar a formação do profissional nos cursos de graduação é uma forma de prevenira instaruação de processos ético-judiciais na Medicina e na Odontologia e zela pela saúde das pessoas.

Fonte - O Estado de S.Paulo em 03/01/11.

"Os resultados do projeto-piloto criado pelos Ministérios da Saúde e da Educação para validar diplomas de médicos formados no exterior confirmaram os temores das associações médicas brasileiras. Dos 628 profissionais que se inscreveram para os exames de proficiência e habilitação, 626 foram reprovados e apenas 2 conseguiram autorização para clinicar. A maioria dos candidatos se formou em faculdades argentinas, bolivianas e, principalmente, cubanas.

As escolas bolivianas e argentinas de medicina são particulares e os brasileiros que as procuram geralmente não conseguiram ser aprovados nos disputados vestibulares das universidades federais e confessionais do País. As faculdades cubanas - a mais conhecida é a Escola Latino-Americana de Medicina (Elam) de Havana - são estatais e seus alunos são escolhidos não por mérito, mas por afinidade ideológica. Os brasileiros que nelas estudam não se submeteram a um processo seletivo, tendo sido indicados por movimentos sociais, organizações não governamentais e partidos políticos. Dos 160 brasileiros que obtiveram diploma numa faculdade cubana de medicina, entre 1999 e 2007, 26 foram indicados pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Entre 2007 e 2008, organizações indígenas enviaram para lá 36 jovens índios.

Desde que alguns partidos e entidades passaram a pressionar o governo Lula para facilitar o reconhecimento de diplomas cubanos, o Conselho Federal de Medicina e a Associação Médica Brasileira têm denunciado a má qualidade da maioria das faculdades de medicina da América Latina, alertando que os médicos por elas diplomados não teriam condições de exercer a medicina no País. As entidades médicas brasileiras também lembram que, dos 298 brasileiros que se formaram na Elam, entre 2005 e 2009, só 25 conseguiram reconhecer o diploma no Brasil e regularizar sua situação profissional.

Por isso, os mesmos partidos/entidades optaram por defender o reconhecimento automático do diploma, sem precisar passar por exames de habilitação profissional - o que foi vetado pelo Conselho Federal de Medicina e pela Associação Médica Brasileira. Para as duas entidades médicas, as faculdades de medicina de Cuba, da Bolívia e do interior da Argentina teriam currículos ultrapassados, estariam tecnologicamente defasadas e não contariam com professores qualificados.

Em resposta, os mesmos partidos/entidades recorreram a argumentos ideológicos, alegando que o modelo cubano de ensino médico valorizaria a medicina preventiva, voltada mais para a prevenção de doenças entre a população de baixa renda do que para a medicina curativa. No marketing político cubano, os médicos "curativos" teriam interesse apenas em atender a população dos grandes centros urbanos, não se preocupando com a saúde das chamadas "classes populares".

Entre 2006 e 2007, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara chegou a aprovar um projeto preparado pelas chancelarias do Brasil e de Cuba, permitindo a equivalência automática dos diplomas de medicina expedidos nos dois países, mas os líderes governistas não o levaram a plenário, temendo uma derrota. No ano seguinte, depois de uma viagem a Havana, o ex-presidente Lula pediu uma "solução" para o caso para os Ministérios da Educação e da Saúde. E, em 2009, governo e entidades médicas negociaram o projeto-piloto que foi testado em 2010. Ele prevê uma prova de validação uniforme, preparada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais do MEC, e aplicada por todas as universidades.

Por causa do desempenho desastroso dos médicos formados no exterior, o governo - mais uma vez cedendo a pressões políticas e partidárias - pretende modificar a prova de validação, sob o pretexto de "promover ajustes". As entidades médicas já perceberam a manobra e afirmam que não faz sentido reduzir o rigor dos exames de proficiência e habilitação. Custa crer que setores do MEC continuem insistindo em pôr a ideologia na frente da competência profissional, quando estão em jogo a saúde e a vida de pessoas".

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Conhecimento de profissionais de Odontologia sobre violência doméstica


Resumo
Introdução e objetivo: Avaliar o conhecimento de cirurgiões-dentistas graduados entre os anos 1998 e 2009 pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (Forp-USP) ante o tema violência doméstica contra crianças, mulheres e idosos. Material e métodos: Foram aplicados questionários objetivos a 180 sujeitos da pesquisa com posterior análise estatística dos dados. Resultados: A maioria dos entrevistados nunca atendeu algum paciente vítima de violência doméstica ou suspeitou de alguém e não se sente apta a fazer diagnóstico de maus-tratos. Em contrapartida, 45% denunciariam maus-tratos contra criança às autoridades competentes e nos casos de violência contra mulher e idoso, nesta ordem, 69% e 40% conversariam com a vítima. Os desvios entre as respostas obtidas nos diferentes anos de conclusão do curso não foram estatisticamente significantes. Conclusão: Apesar dos avanços observados nessa área do ensino de graduação, o cirurgião-dentista ainda necessita desenvolver competências e habilidades no que se refere ao tema violência doméstica, tanto no diagnóstico quanto nas condutas a serem seguidas. Artigo publicado em: RSBO 2011 Jan-Mar; 8(1): 54-9.
Baixar texto completo.
Autor: ricardohenrique@usp.br.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Forensic Anthropology: 2000 to 2010


Product Description
Written for students and professionals, this text summarizes the international literature on 12 topics related to forensic anthropology within the last decade. Topics include age determination in juveniles and adults, sex determination, stature, ancestral origin, skeletal trauma, trends in pathology, taphonomy, comparative osteology, dental ID, soft tissue ID, and facial ID of the dead. It presents current trends in the field and future research. This volume provides a supplemental text for any physical anthropology or archaeology class.

Product Details
Authors: Sue Black and Eilidh Ferguson
Paperback: 430 pages
Publisher: Taylor & Francis; 1 edition (February 8, 2011)
Language: English
ISBN-10: 1439845883
ISBN-13: 978-1439845882
Buy here.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Grupo de hominídeos até agora desconhecido conviveu com Neandertais e Sapiens


*

*O fragmento de um dedo e o dente encontrados na gruta de Denisova, na Sibéria, em 2008, pertencem a um tipo de hominídeo desconhecido até agora. São estas as conclusões dos investigadores do Instituto alemão Max Planck, depois de terem sequenciado o DNA nuclear do dedo.

Esta linhagem denisovana viveu há 30 mil anos, partilhando o planeta com outros humanos: nós – os Sapiens sapiens –, os Neandertais e o homo florensis, da Indonésia. O estudo está publicado na revista «Nature». Devido à escassez de fósseis, os cientistas preferem não denominar este achado como o de uma nova espécie, antes de um novo “grupo” de humanos.

Depois de comparar o genoma com os dos Neandertais – que foi também sequenciado este ano – e com o dos humanos actuais da Europa, África e Ásia, os investigadores chegaram à conclusão de que se tratava de facto de um hominídeo desconhecido. Outra surpresa foi perceber que parte do seu DNA (menos de três por cento) está presente em populações da Melanésia.

A paleogenética revelou que estes hominídeos são mais parecidos com os Neandertais do que connosco, o que significa que descendem dos mesmos antepassados, que se dividiram em dois ramos há 600 mil anos. Antes, há 800 mil anos, o tronco comum tinha-se dividido em dois ramos, aquele e o que deu origem à nossa espécie.

O dente molar que se encontrou na gruta confirma que a morfologia destes seres é muito mais primitiva do que a nossa. Os dentes são semelhantes aos do homo erectus, outro hominídeo que faz parte da árvore evolutiva humana (de há 1,8 milhões de anos).

os cientistas pensam que o grupo “denisovano” se dispersou amplamente pela Ásia, enquanto os Neandertais se espalhavam pela Eurásia. Isto até os humanos modernos terem saído de África. A extinção daqueles dois grupos terá acontecido mais ou menos ao mesmo tempo e pouco depois da chegada dos sapiens sapiens.

Richard Green, da Unviersidade da Califórnia e um dos autores do estudo, afirma que a história da evolução humana é muito mais complexa do que se pensava há uns anos: “Percebemos agora que existem linhagens entrelaçadas com mais jogadores e interacções que conhecíamos”.
Obter artigo na íntegra - Revista Nature.
*Fonte do texto e imagem: Ciência Hoje.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Parecer conclusivo: Laudo sobre Radiografia Odontológica

O Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul solicita parecer sobre a competência do médico especialista em Radiologia emitir laudos sobre radiografias odontológicas extra-orais.

PARECER-CONCLUSIVO

O Conselho Regional de Odontologia do Rio Grande do Sul solicita parecer sobre a competência do médico especialista em Radiologia emitir laudos sobre radiografias odontológicas extra-orais.

Sob a lei 5.081, só pode praticar atos pertinentes à Odontologia quem adquire conhecimento em curso de graduação e pós-graduação. Na resolução CNE/CES, que institui diretrizes curriculares nacionais para a Odontologia, se expressa objetivamente nos conteúdos de ciências odontológicas a necessidade de conhecimento teóricos e práticos de radiologia.

O desenvolvimento científico dos estudos de imagens na Odontologia se dá por profissionais Cirurgiões-Dentistas. Nos pós-graduação, temos cursos de Mestrado e Doutorado com áreas de concentração em imagens, o que tem formado doutores, pesquisadores e cirurgiões-dentistas nesta área. A Radiologia e Imaginologia é uma das 19 especialidades odontológicas. Corresponde a um segmento científico organizado da Odontologia com associação de especialistas, revistas e congressos, tudo voltado para seu estudo e divulgação da sua importância na prática odontológica. Constitui um flagrante atestado ilegal e anti-ético a emissão de laudos observando as imagens tomadas na região maxilo-facial, que não sejam feitos por cirurgiões-dentisas, assim entendo.

É o parecer.

Recife (PE), 08 de junho de 2009.

EMANUEL DIAS DE OLIVEIRA E SILVA, CD
CONSELHEIRO-RELATOR.

Fonte: site da ABRO.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sites de descontos X prostituição da odontologia

*

Aderindo à campanha promovida pelo Dicas Odonto, o Odontologia Forense se manifesta apoiando todos os cirurgiões-dentistas éticos e que não se sujeitam a praticar a concorrência desleal por meio da oferta de produtos e serviços odontológicos pelos chamados "sites de descontos".
O tratamento odontológico não é um produto/serviço padronizado que pode ser encontrado em uma banca de feira ou supermercado. É tratamento de saúde, possui indicações e limitações clínicas para cada paciente, não podendo ser vendido ou adquirido como se fosse um pacote de mistura para bolo.
Por isso, os pacientes devem procurar um cirurgião-dentista devidamente inscrito no CRO do seu estado e marcar uma consulta para ver se realmente há a necessidade de se realizar ou não um tratamento odontológico, seja por motivos funcionais ou estéticos.
Quem acha que os conselhos de odontologia estão parados ou omissos, está desinformado. Uma avalanche de denúncias chegou aos conselhos de todo o Brasil e, por uma questão de sigilo, os processos instaurados não podem ser divulgados.
Não custa lembrar que o Código de Ética Odontológica estabelece como INFRAÇÃO ÉTICA:
- Art. 24, inciso III: executar e anunciar trabalho gratuito ou com desconto com finalidade de aliciamento.
Art. 34, inciso I: anunciar preços, serviços gratuitos e modalidades de pagamento, ou outras formas de comercialização que signifiquem concorrência desleal ou que contrariem o disposto neste código.

- Art. 45: em caso de condenação, o profissional ou empresa odontológica poderão receber pena pecuniária de até 25 anuidades (em torno de R$ 7800,00) e em caso de reincidência a pena pode ser aplicada em dobro.

Orientação profissional: A adesão aos site de descontos está na moda. Então, como posso ser um cirurgião-dentista ético (com a profissão, com os pacientes e com os demais colegas) utilizando um site de descontos? Veja abaixo.....


Resposta: compre uma pizza!!! Ah, e não se esqueça de escovar os dentes depois de comê-la e de visitar um cirurgião-dentista regularmente.



Seguem abaixo, alguns trechos interessantes de outros sites que aderiram ao movimento:

Dicas Odonto: "Clareamentos são vendidos como se fossem produtos prontos, dentistas anunciam tratamentos no Mercado Livre e uma empresa bem picareta vende um pózinho de clareamento como se fosse a salvação dos pacientes, contra os dentistas usurpadores do dinheiro do povo".

Net Dentista: "O preço do clareamento dental a laser na maioria das clínicas que realizam este tipo de venda vai dos R$ 200,00 aos R$ 300,00. Levando em consideração que os sites de compra coletiva ficam com uma comissão sobre o total das vendas, um dentista irá receber, em média, de R$100,00 à R$150,00 por cada clareamento realizado.

Se o paciente tem contra indicação para fazer clareamento dental, geralmente não recebe o dinheiro pago de volta, a maior parte dos dentistas facultam a troca por outros tipos de tratamentos, o que acaba funcionando como maneira de fidelizar o paciente.
Em relação à outras especialidades, também há curiosidades, como um ortodontista que vende tratamentos ortodônticos por R$800,00".


**
**Imagem presente no site: ortoblog.com
Ortoblog: "Saindo um pouco da discussão ética sobre essa nova modalidade de vendas na odontologia, vou abordar a questão financeira. Parece ótimo! Várias vendas, consultório cheio e dinheiro no caixa, será?
Desde sempre, dentista briga com os convênios, devido aos preços aviltantes das tabelas de procedimentos. Para ganhar dinheiro tem que atender muito, o que causa baixa qualidade de vida etc. Agora, para ganhar mais dinheiro, os próprios dentistas abaixam os preços dos procedimentos para além de sub-solo, associam aos sites das vendas coletivas e lançam promoções para milhares de pessoas.
Ou seja, preços baixos, muito trabalho e falta de qualidade... só mudou o nome dos atravessadores. Saíram os convênios e entraram os sites de venda coletiva.Sei que logo, logo, vamos ver os dentistas chorando e brigando com esses sites".


***
***Imagem presente no site: http://www.ortodontiaparatodos.com.br/

Ortodontia para todos: "Para você que está procurando tratamentos com desconto em um site de compra coletiva! Seus "pobremas" acabaram-se porque aqui você encontra descontos de 70%, 80% até 90% para você não perder o seu dente "estorador de jabuticaba" ou seu "abridor de garrafa".
Basta entrar no Pobre Urbano o site de compras coletivas da comunidade! E não é só isso você também ganha totalmente "di grátis"...Umpf!
Por acaso Coca-Cola é o refrigerante mais barato do supermercado? Apple vende os Ipods e Iphones mais baratos que os da concorrência? Ferrari vende carro em pechincha? Claro que não!
Com saúde é a mesma coisa, acha que pagando baratinho vai receber o melhor tratamento, com a melhor qualidade? Se você tratar por lá, conte depois se foi bom para você! Ok? ;-P".

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ASSOCIAÇÃO DAS VÍTIMAS DE ERROS DOS DENTISTAS DO RS – AVED

"A ASSOCIAÇÃO DAS VÍTIMAS DE ERROS DOS DENTISTAS DO RS – AVED, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ, sob o número 11576298-0001-87. Trata-se de uma entidade sem fins lucrativos objetivando a reparação àquelas pessoas que na busca de um serviço odontológico sofreram algum dano, físico, material ou moral em função de atuações clínicas caracterizadas por negligência, imprudência ou imperícia, quer seja na iniciativa privada (consultórios particulares, clínicas, hospitais, convênios e planos de saúde odontológicos), quer seja no setor público (hospitais, centros e postos de saúde) via SUS. Para tal prestamos orientação, inclusive com a indicação de profissionais da área da advocacia especializados e da área odontológica.

Registramos não termos nenhuma restrição quanto aos profissionais que atuam na área, pelo contrário os respeitamos enquanto necessários à saúde da população. Tão somente nos insurgimos contra aqueles profissionais que não respeitam os preceitos éticos ou técnicos de sua profissão. Indicamos, gratuitamente, às vítimas lesadas, assessores jurídicos e odontológicos buscando através da via judicial a reparação ao dano causado, quando da necessidade de buscá-lo.

Esta iniciativa partiu do fato de que nós mesmos (fundadores) em algum momento de nossas vidas termos sofrido erros odontológicos clínicos, cirúrgicos e/ou protéticos. Como não tivemos nenhum respaldo à época quanto aos erros cometidos, formamos esta associação com objetivo de informarmos a população seus direitos enquanto cidadãos, direitos estes assegurados pela nossa Constituição Federal de 1988, pelo Código Civil e Código de Defesa do Consumidor.

Certos de contarmos com sua valiosa divulgação colocamo-nos à disposição para maiores esclarecimentos.

Atenciosamente,

Dinarte Valentini - Presidente

• Abaixo, parte do estatuto da entidade

ESTATUTO DA ASSOCIAÇÃO DAS VÍTIMAS DOS ERROS DOS DENTISTAS DO RIO GRANDE DO SUL – AVED

Capítulo I

DA DENOMINAÇÃO, NATUREZA, SEDE, FINS E DURAÇÃO.

Art. 1º A Associação Das Vítimas Dos Erros Dos Dentistas Do Rio Grande Do Sul – AVED é pessoa jurídica de direito privado, constituída na forma de associação, com fins não lucrativos, com autonomia administrativa e financeira, regendo-se pelo presente Estatuto e pela legislação que lhe for aplicável.

Art.2º A Associação tem sede e foro nesta capital, na Rua Joaquim Nabuco 293, Bairro Cidade Baixa, Rio Grande do Sul, CEP 90050-340.

Art. 3º A Associação tem por finalidade prestar apoio e orientação a todas as pessoas vítimas de erros odontológicos, na busca de:
I – orientar a todos aqueles que de qualquer maneira sofreram algum dano moral, material ou estético em decorrência da negligência, imprudência ou imperícia por profissionais da área odontológica;
II – buscar a responsabilidade civil das operadoras de planos de saúde odontológicos quando de suas obrigações contratuais assumidas junto a seus clientes;
III – buscar a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito público, quando seus agentes nessa qualidade causarem danos a terceiros na prestação de serviços odontológicos.

Art. 4º Na consecução de tais objetivos a Associação poderá efetivar trabalhos de orientação, ensino, pesquisa, publicações e assistência jurídica, bem como participar na formação de pessoal técnico relacionados com seus fins.

Art. 5º A fim de cumprir suas finalidades, a Associação se organizará em tantas unidades de prestação de serviços, denominados departamentos, quantos se fizerem necessários, os quais se regerão por regimentos internos específicos.

Art. 6º A Associação poderá firmar convênios ou contratos e articular-se, pela forma conveniente, com órgão ou entidades, públicas ou privadas.

Art. 7º O prazo de duração é indeterminado.

Capítulo II

DOS DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS

Art. 8º Constituem direitos de todo o associado da AVED obter acesso a informações; o esclarecimento de dúvidas e a orientação técnica necessária quando das hipóteses do artigo 3º deste estatuto.

Art. 9º São deveres de todo o associado da AVED responder pelos valores da assistência eventualmente prestada por terceiro ou terceiros que não integrantes da associação."



Notícia encaminhada por Annelise Castro.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Cientistas identificam cabeça embalsamada como sendo de rei francês


Cientistas franceses dizem ter encontrado, após nove meses de testes, a cabeça embalsamada do rei francês Henrique 4º, assassinado em 1610 aos 57 anos.

A cabeça estava perdida depois que a capela real de Saint Denis, nos arredores de Paris, foi saqueada durante a Revolução Francesa em 1793. Desde então, ela circula entre colecionadores.

A equipe, que reuniu pesquisadores de diversas áreas, identificou as feições do rei com base em retratos da época, usando as mais recentes técnicas forenses.

Uma lesão perto do nariz, a orelha furada e um ferimento na face de uma tentativa de assassinato anterior foram algumas das marcas identificadas.

A descoberta foi anunciada na publicação especializada "British Medical Journal".

CONSERVAÇÃO

Segundo os cientistas, as técnicas usadas no embalsamento da cabeça são condizentes com a época em que Henrique 4º viveu. No entanto, não foi possível usar o teste de DNA na análise, já que não havia amostras livres de contaminação.

A equipe, liderada pelo patologista forense e arqueólogo Philippe Charlier, disse que a cabeça tinha "cor marrom clara, a boca aberta e olhos parcialmente fechados".

A análise dos pesquisadores mostrou que a cabeça estava bem preservada, com todos os tecidos frágeis e órgãos internos conservados.

O rei Henrique 4º era um dos favoritos da França. Ele se converteu ao catolicismo para acabar com a guerra religiosa no país, mas foi morto por um católico fundamentalista.  Henrique foi o primeiro monarca da casa dos Bourbon, que inclui seu neto Luís 14, o rei Sol.

Sua cabeça será enterrada novamente na Basílica de Saint Denis no próximo ano, após uma missa nacional e um funeral.

Notícia encaminhada por Annelise Castro.

Compartilhe