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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Avaliação fonética em pacientes portadores de próteses dentárias

Resumo

Um procedimento odontológico deve sempre combinar estética, fonética, funções de mastigação e deglutição, funções orais e equilíbrio neuromuscular. O objetivo deste estudo é revisar na literatura os principais conceitos da fala de maneira geral a partir de conceitos, definições e mecanismo de produção da fala com os aspectos que envolvem o tratamento odontológico. Através das informações obtidas, propor uma ficha de conferência fonética a ser usada durante a confecção de próteses dentárias. A reabilitação fonética pode ser feita pelo reposicionamento e recontorno dos dentes, restabelecimento da dimensão vertical de oclusão, do espaço funcional livre e do espaço livre da fala, recontorno ou reanatomização do palato de próteses. A produção correta dos sons pode ser influenciada pela presença de mordida aberta anterior, por mal-posicionamento dentário, por ausências dentárias, pelo contorno e anatomia inadequados das próteses, por alterações da dimensão vertical de oclusão, do espaço mínimo da fala e discrepâncias de overjet e overbite. Os dois fenômenos principais de desvios na articulação da fala são chamados lisping e whistling. Caracterizam-se pelo escape de ar com substituição de sons ou ceceio e assobio, respectivamente. Sendo que para o tratamento odontológico o fonema mais importante a ser conferido é o /s/. O cirurgião-dentista deve atentar para ao confeccionar uma nova prótese não incorrer em erros que gerem alterações fonéticas. Para a correta produção da fala, obrigatoriamente deve haver uma sintonia entre os seus articuladores e equilíbrio no sistema estomatognático. Artigo publicado em: RGO - Rev Gaúcha Odontol., Porto Alegre, v.59, suplemento 0, p. 75-79, jan./jun., 2011.

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