Mensagem dos Autores

Motivados pelo desenvolvimento da Odontologia Legal no Brasil, os autores tiveram a iniciativa de agregar mais uma ferramenta de convergência da classe pericial odontológica com o intuito de divulgar notícias, eventos, trabalhos científicos, além de contribuir para a discussão e troca de experiências entre os praticantes da perícia odontolegal. Contamos com todos para tornarmos este Blog um centro de encontro e de crescimento profissional.







terça-feira, 30 de novembro de 2010

Antidepressivos e anestésicos locais: interações medicamentosas de interesse odontológico


Resumo
Introdução: Em virtude da ampla variedade de tratamentos farmacológicos de transtornos mentais, é cada vez mais comum pacientes que procuram tratamento odontológico fazerem uso contínuo de psicofármacos. O número de pessoas que utilizam antidepressivos tem crescido, e isso exige dos cirurgiões-dentistas atualização a respeito da interação entre essa classe de medicamentos e os fármacos usados na clínica odontológica, como anestésicos locais e vasoconstritores. Objetivo: Efetuar uma revisão de literatura sobre o tema. Revisão de literatura e conclusão: Os dados sugerem que vasoconstritores simpatomiméticos (adrenalina, noradrenalina e fenilefrina) associados a anestésicos locais podem potencializar os efeitos colaterais dos antidepressivos, principalmente tricíclicos e inibidores da MAO, sobre o sistema cardiovascular. Porém poucos são os estudos clínicos e pré-clínicos sobre o assunto; na sua maioria foram realizados entre as décadas de 1960 e 1980. Pesquisas atuais são necessárias, já que muitas drogas antidepressivas novas, com diferentes mecanismos de ação, foram lançadas no mercado e estão sendo usadas atualmente. Artigo publicado em: Rev Sul-Bras Odontol. 2010 Oct-Dec;7(4):466-73.

Introdução
O avanço no desenvolvimento de fármacos, assim como na descoberta e no diagnóstico de patologias, faz com que um número considerável de pacientes que procuram tratamento odontológico esteja utilizando de forma contínua medicamentos, como por exemplo antidepressivos.

Segundo o Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais (DSM IV) [1], aproximadamente 10 a 25% das mulheres e 5 a 12% dos homens apresentam ao menos um episódio depressivo maior durante a vida. Percebe-se que a quantidade de usuários de antidepressivos é crescente, o que aumenta a probabilidade de o cirurgião-dentista atender pessoas que tomam tal tipo de medicação. Isso torna necessária a atualização desses profissionais a respeito da interação de fármacos, pois dados da literatura sugerem uma possível interação entre os vasoconstritores adicionados aos anestésicos locais com antidepressivos
 
Interação entre vasoconstritores e antidepressivos

A interação medicamentosa ocorre quando dois ou mais medicamentos administrados ao paciente interferem entre si. Isso causa potencialização ou abolição do efeito terapêutico de um ou mais dos medicamentos ingeridos pelo indivíduo, resultando na maioria dos casos em efeitos adversos, que podem ser de grau leve, moderado ou grave, ou ainda levar a óbito.
 
O cirurgião-dentista deve tomar conhecimento dos medicamentos utilizados por seus pacientes por meio de uma detalhada anamnese, visto que os antidepressivos também são empregados para outras finalidades que não o tratamento da depressão, como, por exemplo, para o tratamento de anorexia nervosa, ansiedade, pânico, bulimia, déficit de atenção/hiperatividade, transtorno obsessivo compulsivo, estresse pós-traumático, enxaqueca e dor crônica [26].

Quando o anestésico local com vasoconstritor do grupo das catecolaminas é administrado em grande quantidade ou no caso de uma injeção intravascular acidental, é possível ocorrer elevação na concentração das catecolaminas plasmáticas, que pode resultar em efeitos colaterais potencializados em pacientes que fazem uso de certos antidepressivos atuantes no aumento dos níveis extracelulares de catecolaminas [16, 22].

Em usuários de tricíclicos, os efeitos colaterais sobre o sistema cardiovascular, como elevação da pressão arterial e arritmias cardíacas, são possivelmente potencializados pela administração em altas doses ou por injeção intravascular acidental de vasoconstritores como AD, NA ou fenilefrina [15]. Um estudo em voluntários saudáveis que ingeriram imipramina por cinco dias demonstrou elevação da pressão arterial após injeção intravenosa de adrenalina, fenilefrina e noradrenalina, e o efeito da NA foi maior que o dos outros dois vasoconstritores. Além disso, arritmia cardíaca foi observada nos indivíduos que receberam AD [5].

Em uma revisão de 15 casos de reação adversa a anestésico local com NA como vasoconstritor, cinco ocorreram em pessoas em tratamento com antidepressivos tricíclicos [4]. Essa potencialização seria maior com a noradrenalina do que com a adrenalina ou a fenilefrina [15]. Em um estudo realizado em cães, notou-se que a interação entre o antidepressivo tricíclico desipramina e o anestésico lidocaína com NA aumentou os batimentos cardíacos e a pressão arterial sistólica, porém quando o vasoconstritor NA foi substituído pela AD o efeito cardiovascular se mostrou menor. A interação entre prilocaína 3% e felipressina não apresentou efeitos cardiovasculares significantes [11]. Logo, o uso de felipressina como vasoconstritor seria uma escolha mais segura para usuários de tricíclicos [5], embora ela não seja tão eficaz e não tenha o mesmo efeito de hemostasia da AD [17, 18].

O emprego de anestésico com adrenalina deve ser mínimo, na concentração máxima de 1:100.000 e em torno de 1/3 da dose máxima recomendada, enquanto a administração de noradrenalina e de levonordefrina tem de ser evitada em indivíduos que tomam antidepressivos tricíclicos [15, 17].
 

domingo, 28 de novembro de 2010

Importância das informações prestadas ao paciente antes, durante e depois do tratamento endodôntico: abordagem à luz do Código de Defesa do Consumidor.


Resumo
Introdução: O Código de Defesa do Consumidor completa 20 anos de vigência e deve ser adequadamente compreendido por todos os prestadores de serviços, inclusive os da área da saúde. Nesse documento, os direitos e as obrigações estabelecidos para cada parte (profissional e paciente) estão elencados em seu conteúdo e os aspectos legais relacionados à oferta, execução, entrega e garantia dos produtos e serviços prestados na prática odontológica são de observância obrigatória para evitar problemas nas relações de consumo. Objetivo e revisão de literatura: Abordar os fatores de responsabilidade legal do cirurgião-dentista, especialmente à luz do Código de Defesa do Consumidor, por meio de uma revisão de literatura, uma vez que o profissional pode ser questionado em demandas ético-disciplinares e/ou judiciais em decorrência de falha na prestação de informações ao paciente sobre o tratamento endodôntico. Conclusões: A responsabilidade do cirurgião-dentista acerca da prestação de serviços endodônticos encontra obrigações em todas as fases do tratamento, até mesmo em determinado período depois de finalizados os procedimentos clínicos. Portanto, torna-se prudente que o profissional estabeleça um minucioso plano de tratamento, utilize um termo de consentimento livre e esclarecido, encaminhe o paciente ou realize a reabilitação final o mais rápido possível e determine critérios para proservar os casos que julgar necessário, estabelecendo uma periodicidade de retorno e necessidade de avaliação radiográfica. Artigo publicado em: Rev Sul-Bras Odontol. 2010 Oct-Dec;7(4):481-7.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Concurso para Professor de Odontologia Legal - USP


Unidade: Faculdade de Odontologia - FO (USP)

Vaga: uma (01) para Professor Doutor, referência MS-3, em RDIDP (dedicação exclusiva), junto ao Departamento de Odontologia Social, áreas de Odontologia Forense e Ética Aplicada à Odontologia.

Inscrições abertas pelo prazo de 60 dias, a partir da publicação. Diário Oficial de 19/11/2010.


Contato: pessoalfo@usp.br.  

ABERTURA DE INSCRIÇÕES AO CONCURSO DE TÍTULOS E PROVAS VISANDO O PROVIMENTO DE UM CARGO DE PROFESSOR DOUTOR, NO DEPARTAMENTO DE ODONTOLOGIA SOCIAL JUNTO ÀS ÁREAS DE ODONTOLOGIA FORENSE E ÉTICA APLICADA EM ODONTOLOGIA.

O Diretor da FACULDADE DE ODONTOLOGIA torna público a todos os interessados que, “AD REERENDUM” da Congregação estarão abertas, pelo prazo de 60 (sessenta) dias, a contar da primeira publicação deste edital, das 9h00 às 17h00, de 2ª a 6ª feira as inscrições ao concurso público de títulos e provas para provimento de 01 cargo de Professor Doutor, em Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa (RDIDP) referência MS-3, Cargo/Claro número: 1098438 junto ao Departamento de Odontologia Social, com salário de R$ 7.574,75 (sete mil quinhentos e setenta e quatro reais e setenta e cinco centavos), junto às áreas de Odontoogia Forense e Ética Aplicada à Odontologia termos do art. 125, § 1º, do Regimento Geral da USP, e o respectivo programa que segue:

Programa:
1. Identificação Humana por parâmetros odontológicos;
2. Ética e Pesquisa Odontológica;
3. Biobancos e biorrepositórios para uso no Ensino e na Pesquisa Odontológica - Aspectos Jurídicos e Éticos;
4. Antropologia Física - Métodos empregados para a Identificação Humana;
5. Estimativa da Idade por Parâmetros Odontológicos;
6. Análise do DNA no Contexto Forense;
7. Reconstrução facial;
8. Responsabilidade Profissional em Odontologia;
9. Quantificação do Dano em Odontologia;
10. Redação de Documentos: Laudos e Pareceres;
11. Honorários Profissionais - Aspectos Jurídicos e Éticos;
12. A Ética da Relação Profissional Paciente e sua Humanização;
13. O Consentimento Esclarecido dos Pacientes e Sujeitos da Pesquisa - Aspectos Jurídicos e Éticos;
14. Metodologias Aplicadas ao Ensino da Odontologia Forense e Ética Aplicada a Odontologia.

O concurso será regido pelo disposto no Estatuto e no Regimento Geral da Universidade de São Paulo e do Regimento da Faculdade de Odontologia, se Resolução nº 4045, de 19 de novembro de 1993.
1. As inscrições serão feitas na Assistência Acadêmica da Faculdade de Odontologia - Av. prof. Dr. Lineu Prestes, 2227, devendo o candidato apresentar:

I - requerimento dirigido ao Diretor da Faculdade de Odontologia, contendo dados pessoais, Áreas e Departamento a que concorre, citando os números do cargo/claro e o também o número deste edital;
II - memorial circunstanciado, em onze cópias, no qual sejam comprovados os trabalhos publicados, as atividades realizadas pertinentes ao concurso e as demais informações que permitam avaliação de seus méritos;
III - prova de que é portador do título de Doutor outorgado pela USP, por ela reconhecido ou de validade nacional;
IV - prova de quitação com o serviço militar para candidatos do sexo masculino;
V - título de eleitor e comprovante de votações da última eleição, prova de pagamento da respectiva multa ou a devida justificativa;

Parágrafo Primeiro: Os docentes em exercício na USP serão dispensados das exigências referidas nos incisos IV e V, desde que as tenham cumprido por ocasião de seu contrato inicial.

Parágrafo Segundo: Os candidatos estrangeiros serão dispensados das exigências dos incisos IV e V, devendo apresentar cópia de visto temporário ou permanente, que faculte o exercício de atividade remunerada no Brasil.

Parágrafo Terceiro: No ato da inscrição, os candidatos deverão entregar xerocópia dos documentos comprobatórios do Memorial acondicionados em pastas e numerados de acordo com a numeração citada no Memorial e com a indicação da quantidade de documentos contidos em cada pasta. As inscrições serão julgadas pela Congregação, em seu aspecto formal, publicando-se a decisão em edital.

Parágrafo Único: O concurso deverá realizar-se, após a aceitação da inscrição, no prazo de trinta a cento e vinte dias, de acordo com o art. 134, parágrafo único, RG.

2. As provas constarão de:

I - julgamento do memorial com prova pública de arguição - peso 03 (três),
II - prova didática peso - peso 03 (três),
III - prova prática (nos termos do art. 135, RG) - peso 04 (quatro).

3. O julgamento do memorial, expresso mediante nota global, incluindo arguição e avaliação deverá refletir o mérito do candidato.

Parágrafo 1º - No julgamento do memorial, a Comissão apreciará:
I - produção científica, literária, filosófica ou artística;
II - atividade didática universitária;
III - atividades relacionadas à prestação de serviços à comunidade;
IV - atividades profissionais, ou outras, quando for o caso;
V - diplomas e outras dignidades universitárias.

4. A prova didática será pública, com a duração mínima de quarenta e máxima de sessenta minutos, e versará sobre o programa da área de conhecimento acima mencionada, nos termos do art. 137, do Regimento Geral da USP.

Parágrafo Primeiro - O sorteio do ponto da prova didática será realizado 24 horas antes da realização da prova.

Parágrafo Segundo - O candidato poderá utilizar o material didático que julgar necessário.

Parágrafo Terceiro - O candidato poderá propor substituição dos pontos, imediatamente após tomar conhecimento de seus enunciados, se entender que não pertencem ao programa do concurso, cabendo à comissão julgadora decidir, de plano, sobre a procedência da alegação.

5. A Prova Prática será de acordo com os artigos 38, 39 40 e 41 e seus respectivos parágrafos do Regimento Interno da Faculdade de Odontologia (Regimento Geral - art.138).

6. O ingresso do docente em RDIDP é condicionado à aprovação da CERT, na forma da Resolução 3533/89 e demais disposições regimentais aplicáveis.

7. O (a) candidato(a) aprovado(a) e indicado(a) para o cargo deverá apresentar, imediatamente, um projeto de pesquisa o qual deverá ser aprovado pelo Conselho do Departamento.

8. O concurso terá validade imediata, exaurindo-se com a nomeação do candidato aprovado, conforme artigo 128, do Regimento Geral da Universidade de São Paulo.

9. Maiores informações bem como as normas pertinentes ao concurso encontram-se à disposição dos interessados na Assistência Acadêmica da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo, no endereço indicado acima.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Nota divulgada pelo CROSP sobre portais de compra coletiva


NOTA DE ESCLARECIMENTO

PORTAIS DE COMPRA COLETIVA - SITES DE DESCONTOS

ANÚNCIOS ANTIÉTICOS

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo, órgão responsável pela supervisão da ética profissional, por zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Odontologia e pelo prestígio e bom conceito da profissão e dos que a exercem legalmente, preocupado com as recentes condutas de publicidade e anúncios através deportais na internet que oferecem a compra coletiva de procedimentos e tratamentos odontológicos, ocorridos nos últimos dias, ESCLARECE:

O Art. 24, inciso III do Código de Ética Odontológica prevê como infração ética: "executar e anunciar trabalho gratuito ou com desconto com finalidade de aliciamento";

O Art. 34, incisos I, VII e XIV, do mesmo dispositivo legal, dispõe, como infração ética, respectivamente: "anunciar preços, serviços gratuitos, modalidades de pagamento, ou outras formas de comercialização que signifiquem competição desleal", "aliciar pacientes, praticando ou permitindo a oferta de serviços através de informação ou anúncio falso, irregular, ilícito ou imoral com o intuito de atrair clientela, ou outros atos que caracterizem concorrência desleal ou aviltamento da profissão" e "expor ao público leigo artifícios de propaganda, com o intuito de granjear clientela, especialmente a utilização de expressões antes e depois".

Ainda, a Resolução CFO-77/2007, proíbe a participação de cirurgiões-dentistas como proprietários, sócios, dirigentes ou consultores dos chamados cartões de descontos, considerando infração ética a associação ou referenciamento de cirurgiões-dentistas a qualquer empresa que faça publicidade de descontos sobre honorários odontológicos.

Assim sendo, o CROSP ESCLARECE que os profissionais, clínicas e seus responsáveis técnicos que se associarem ou manterem seus nomes como referenciados aos portais de compra coletiva, oferecendo valores, descontos, vantagens, benefícios, formas de pagamento ou outros meios de mercantilização de seus serviços profissionais,incorrerão em infração ética, sob pena de averiguação por meio de ação ética disciplinar, estando sujeitos às penalidades previstas nos Art. 40 e 45 do Código de Ética Odontológica.


Outrossim, informamos que as medidas ético-disciplinares já foram adotadas em razão desse meio antiético de anúncio e publicidade, sendo que até o momento mais de 30 processos éticos foram instaurados. Parte destes processos serão julgados já no dia 15/12, sendo que outros tantos encontram-se em fase de instrução. Ressaltamos que os processos éticos são sigilosos até o trânsito em julgado da decisão.

O CROSP conta com o apoio de todos na fiscalização da ética profissional, sendo que denúncias poderão ser encaminhadas para o email etica@crosp.org.br, fiscalizacao@crosp.org.br ou encaminhadas diretamente à nossa Sede, pelos CORREIOS, para Avenida Paulista, 688 - térreo - CEP 01310-909 - São Paulo, SP.

O CROSP permanece atuando em defesa da classe, conscientizando a categoria dos direitos e deveres inerentes ao código de ética e à justiça.

O CROSP conta com o apoio de todos na fiscalização da ética profissional, sendo que denúncias poderão ser encaminhadas para o email etica@crosp.org.br, fiscalizacao@crosp.org.br ou encaminhadas diretamente à nossa Sede, pelos CORREIOS, para Avenida Paulista, 688 - térreo - CEP 01310-909 - São Paulo, SP.


Link direto:

http://www.crosp.org.br/noticias/noticiaDetalhe.aspx?newsID=323

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sequência e cronologia de erupção dos dentes decíduos em crianças do município de Itajaí (SC)


Resumo
Introdução: Variáveis nutricionais e de desenvolvimento no nascimento e na vida precoce podem predizer o número de dentes erupcionados que as crianças têm em sua cavidade oral. Objetivo: Verificar a cronologia e a sequência de erupção dental decídua de crianças do município de Itajaí, confrontando dados referentes a elementos dentais, gênero, idade, nível socioeconômico e amamentação. Material e métodos: Realizou-se um estudo transversal com 1.297 crianças divididas pelo gênero e pela idade. Para testar a hipótese de que a erupção dental decídua varia em cada dente para o sexo masculino e feminino, comparativamente, utilizou-se o teste t. Resultados: Observou-se início mais precoce da erupção nos meninos com o dente 61 (incisivo central superior esquerdo), aos 10,6 meses, e término com o dente 65 (segundo molar superior esquerdo), aos 30,9 meses. As meninas começaram a erupção dental com o dente 71 (incisivo central inferior esquerdo) aos 12 meses e terminaram com o dente 85 (segundo molar inferior direito) aos 31,55 meses. Houve variação na análise das médias de erupção pelo teste t entre os gêneros para os dentes 63, 72, 73 e 83. O tempo médio de erupção para o sexo masculino foi de 20,30 meses e para o feminino foi de 19,55. Verificaram-se médias de erupção maiores estatisticamente insignificantes nas crianças que receberam amamentação além dos 6 meses de idade. Conclusão: Tais valores pressupõem que, assim como a sequência, o tempo médio de erupção dental é determinado geneticamente. Influências ambientais, como tipo de amamentação, não alteram as médias de erupção. Artigo publicado em: Rev Sul-Bras Odontol. 2010 Oct-Dec;7(4):406-13.

sábado, 20 de novembro de 2010

Análise das soluções de hipoclorito de sódio utilizadas por endodontistas


Resumo
Introdução: O sucesso da terapia endodôntica está condicionado a diversos fatores, entre os quais o uso de substâncias químicas de boa qualidade. Objetivo: Neste trabalho investigaram-se algumas características das soluções de hipoclorito de sódio utilizadas em clínicas de atendimento, tais como concentração, pH e armazenagem. Material e métodos: Para isso, distribuiu-se formulário com perguntas relativas à solução empregada a 100 endodontistas, além de pedir-lhes 100 ml do produto. As amostras foram levadas ao laboratório para análise por titulometria da concentração de cloro residual livre, bem como do pH das soluções, com o auxílio de um peagômetro. Resultados: Apenas 1% dos profissionais conhece o valor do pH das soluções. Das amostras recolhidas, 36% apresentaram pH 9, 22% pH 10, 16% com pH 13, 14% pH 12, 11% pH 11 e 1% pH 8. Quanto aos profissionais, 37% mantinham seus frascos sob refrigeração e 67% em temperatura ambiente. Conclusão: Os endodontistas usam soluções de hipoclorito de sódio diferentes daquelas que desejam por desconhecerem as condições necessárias para a manutenção da estabilidade química. Artigo publicado em: Rev Sul-Bras Odontol. 2010 Oct-Dec;7(4):396-400.
 
Introdução
A solução de hipoclorito de sódio é a mais utilizada para o preparo químico cirúrgico no mundo, principalmente em razão de sua atividade bactericida e capacidade de dissolução de material orgânico do canal radicular [8]. No entanto, a instabilidade do cloro nessas soluções é bem conhecida [5] e pode comprometer o sucesso do tratamento endodôntico, mais especificamente nos casos de tratamento endodôntico em dentes portadores de infecções.

A instabilidade química do cloro em soluções deve-se a diversos fatores, entre os quais a forma de armazenamento, a temperatura e o pH da solução, o que é pouco discutido entre pesquisadores [7, 10, 12]. Assim, quanto mais alto o pH mais estável é a solução, e quanto mais próximo do neutro menos estável é quimicamente e maior atividade bacteriana apresenta [9].

Ao longo dos anos, investigações mostraram que essas soluções são encontradas no mercado fora de suas especificações [4, 8], preocupando clínicos na escolha de soluções de hipoclorito de sódio com concentrações adequadas e conforme as recomendações.

Há, porém, que se ressaltar que tais soluções, uma vez adquiridas pelos cirurgiões-dentistas, têm de ser armazenadas adequadamente para controle da estabilidade química.
 
Discussão
O conhecimento das condições de armazenamento de soluções de hipoclorito de sódio é essencial para o bom desempenho delas durante o preparo químico do canal radicular.

Não raramente se veem casos com grande resistência da infecção, sustentados principalmente por bactérias gram-positivas, como Enterococcus faecalis. Ferrari et al. [2] demonstraram efeito bactericida significativo da redução dessa população com o endo PTC reagindo com o hipoclorito de sódio 0,5%. O fato confirma a necessidade de usar soluções adequadas para resultados expressivos. Portanto, desde que corretamente formuladas, é possível que soluções em baixas concentrações confiram bons resultados à clínica endodôntica.

A não observação de cuidados quanto ao armazenamento das preparações e à estocagem poderá comprometer a qualidade das soluções de hipoclorito de sódio. A diminuição da concentração de cloro ativo no produto e, consequentemente, do oxigênio é capaz de comprometer o processo de desinfecção dos canais radiculares.
Autor: pels@usp.br.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Análise de Critérios de Sucesso em Endodontia e Implantodontia


Resumo
Objetivo: Avaliou-se em estudos longitudinais os critérios de sucesso em endodontia e implantodontia. Material e métodos: Fontes de catalogação bibliográfica identificadas eletronicamente pela MEDLINE e Cochrane Collaboration foram utilizadas. A estratégia de busca na base de dados MEDLINE foi realizada pelo portal PubMed (http://www.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed), de 1966 até 19 de janeiro de 2009, a partir de várias combinações de palavras-chave: success criteria and dental implants OR failure criteria and dental implants OR success criteria and osseointegration OR failure criteria and osseointegration OR success criteria and endodontic treatment OR failure criteria and endodontic treatment OR success criteria and root canal treatment OR failure criteria and root canal treatment OR success criteria and endodontic therapy OR failure criteria and endodontic therapy OR success criteria and endodontics OR failure criteria and endodontics. Resultados: A busca apresentou 684 artigos, sendo que destes, 263 não vinculavam-se com o objetivo, 206 eram revisões de literatura, 378 relacionavam-se com estudos em humanos, 14 estudos em animais, e 112 incluíram estudos in vitro. Dos 378 estudos em humanos, 15 satisfizeram os critérios de inclusão, sendo que todos estavam relacionados ao sucesso e/ou sobrevivência de implantes, não havendo trabalho relacionado ao sucesso de tratamento endodôntico não-cirúrgico. Foi analisado o sucesso de 1601 implantes com índice de sucesso médio de 90,84%; a sobrevivência média de 5663 implantes foi de 94,7%. Conclusão: Os estudos adotaram critérios de sucessos distintos para ambas as áreas, o que implica na necessidade do estabelecimento de um modelo de referência contemporâneo e de consenso, com vistas a facilitar os futuros estudos. Artigo publicado em: Rev Odontol Bras Central 2010;19(49): 108-18.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

ABOL tem nova diretoria eleita no Forense 2010

Durante o Brasil Forense 2010 aconteceram o XXI Congresso Brasileiro de Medicina Legal e o X Congresso Brasileiro de Ética e Odontologia Legal, nos dias 27 a 29/10/2010, em Cuiabá - MT.
Neste evento, vários temas pertinentes às especialidades foram discutidos e uma nova diretoria tanto da ABML quanto da ABOL (Associação Brasileira de Ética e Odontologia Legal) foram eleitas. A ABML agora será presidida pelo Dr. Queiroz (MT) até o próximo evento que acontecerá em 2012 em Fortaleza - CE.

A foto abaixo ilustra os professores de odontologia legal que se reuniram no Encontro de Docentes de Odontologia Legal. Destaque para os Professores Moacyr da Silva (USP), Malthus Galvão (UnB), Casimiro Almeida (RJ) e Ricardo Henrique (USP).


Na foto abaixo estão os membros da nova diretoria da ABOL 2010-12.
Em pé, da esquerda para a direita: Tiago Beiani (SP), Paulo Miamoto (SP), Ricardo Henrique Alves - Secretário (SP), Rogério Zimmermann (PE), Casimiro Abreu (RJ), Antônio Medeiros (RR), João Pedro Cruz - Tesoureiro (BA).
Sentados da esquerda para a direita: Rhonan Ferreira (GO), Alexandre Deitos (DF), Célio Spadácio -Vice-Presidente (MT), Isabel Kohler (PR), Jeidson Marques - Presidente (BA).

Palavras do Presidente:

"Caros colegas,


Parabenizo a todos pela eleição, representatividade e aceitação do nome por nossos colegas. Todos devem ter percebido a confiança e expectativa no nosso grupo, talvez um dos mais fortes grupos já eleitos para gerir a ABOL.

Confesso que fiquei muito feliz por terem aceitado meu nome para liderar esta tão potente equipe. Assim me sinto na obrigação de garantir a melhor gestão possível, junto com vocês e nossos parceiros, mantendo oxigenada a equipe.

Todos temos muitos afazeres. No entanto, se cada um de nós, que nos propusemos a foralecer a ABOL, dedicarmos um pouco do nosso tempo conseguiremos fazer uma grande gestão e dentro de dois anos comemoraremos uma ABOL mais forte, representativa e com perspectiva de crescimento.

Sucesso a todos nós!!"

Jeidson Marques - Presidente da ABOL.

domingo, 14 de novembro de 2010

Isolamento de células epiteliais no acrílico das próteses removíveis e determinação do gênero pela amplificação do gene SRY usando PCR em tempo real

George R, Sriram G, Saraswathi TR, Sivapathasundharam B. Isolation of epithelial cells from acrylic removable dentures and gender identification by amplification of SRY gene using real time PCR. J Forensic Dent Sci 2010;2:32-6


Este estudo avalia a utilidade de próteses de acrílico como fonte de DNA para análise forense. Trinta e oito amostras (21 de homens e 17 de mulheres) foram coletados e armazenados por diferentes períodos de tempo. As células epiteliais aderidas às próteses foram recuperados e o DNA genômico foi extraído. Todas as amostras renderam uma quantidade suficiente de DNA para análise, independentemente do tempo de armazenamento. A determinação do sexo foi realizada por amplificação da região determinante do sexo no cromossomo Y (SRY) em tempo real usando reação em cadeia da polimerase, com 100% de precisão, no tempo mínimo.
Com este estudo, concluímos que os restos de saliva nas próteses acrílicas podem atuar como uma fonte de DNA forense e de co-amplificação do gene SRY sexo com outra rotina de digitação marcadores dará inequívoca determinação do gênero.

Essa variação no sexo fenotípica e genotípica não se limita apenas à presença do gene SRY. O gene mais comumente utilizados para determinação do sexo é gene amelogenina (AMEL). Ajay et al. relataram o uso de genes AMELOGENINA na determinação do sexo do DNA extraído da polpa dental. Similar ao gene SRY, a confiabilidade da determinação do sexo utilizando fragmentos de genes AMEL-específica tem sido questionada. Santos et al. , Thangaraj et al. , Steinlechner et al. , Chang et al. e Kao et al. encontraram uma deleção do gene amelogenina no cromossomo Y , o que levou ao desaparecimento do fragmento geralmente mais Y-específicas e, portanto, para a detecção de apenas o sinal de menor X-específicas, gerando um genótipo, aparentemente do sexo feminino. Kashyap et al. relatou taxa de falha de 0,23% em relação ao sexo amelogenina baseado digitação entre a população indígena. De acordo com as suas descobertas, eles recomendaram que um locus Y-específicas devem rotineiramente ser incluída juntamente com um marcador de X-específica nos testes forenses do sexo para evitar declarações falsas sobre a determinação de gênero.

No presente estudo, nós fomos capazes de extrair com sucesso o DNA de células epiteliais esfoliadas retidos no próteses dentárias em resina acrílica, utilizadas pelos participantes, independentemente do tempo de armazenamento e tipo do gênero em tempo real usando amplificação baseada em homens gene SRY específico marcador com 100% de precisão. Nenhuma das amostras do sexo feminino mostrou amplificação para o gene SRY, e não havia nenhuma evidência de quimerismo que poderia levar a falsa identificação com o gênero. No entanto, as conclusões do estudo são limitados aos indivíduos normais. A precisão e especificidade do SRY na identificação de gênero deve ser confirmado através do alargamento do estudo em várias condições sindrômicas que podem alterar a expressão do gene SRY.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Concurso Perito Criminal da Polícia Civil - ES


O DELEGADO-CHEFE DA POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO (PC/ES), considerando a Lei Estadual nº 3.400, de 14 de janeiro de 1981, e suas alterações, a Lei Estadual nº 6.095, de 20 de janeiro de 2000, a Lei Complementar Estadual nº 46, de 10 de janeiro de 1994, e suas alterações, especialmente a Lei Complementar Estadual nº 65, de 17 de julho de 1995, a Lei Complementar Estadual nº 185, de 26 de julho de 2000, o Decreto Estadual nº 2.964-N, de 20 de março de 1990, e suas alterações, a Lei Complementar nº 4, de 17 de janeiro de 1990, a Lei Complementar nº 18, de 18 de janeiro de 1992, Decreto nº 3544-N, de 17 de junho de 1993, a Lei Complementar nº 56 de 28 de dezembro de 1994, a Lei Complementar nº 422, de 6 de dezembro de 2007, a Lei nº 4997 de 16 de dezembro de 1994, o Decreto nº 3.869-N, de 14 de julho de 1995, a Lei Estadual nº 7.385, de 6 de dezembro de 2002, a Lei Complementar nº 552, de 5 de maio de 2010, torna pública a realização de concurso público para provimento de 184 (cento e oitenta e quatro) vagas em cargos de nível superior de Delegado de Polícia Substituto, de Escrivão de Polícia, de Médico Legista, de Perito Criminal, de Perito Criminal Especial, de Perito em Telecomunicação, de perito Papiloscópico, de Perito em Fotografia Criminal e 23 (vinte e três) vagas em cargo de nível médio de Auxiliar de Perícia Médico-Legal, do Quadro da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo.

Vagas
Nível Superior:Delegado de Polícia Substituto: 39 vagas
Escrivão de Polícia: 60 vagas
Médico Legista: 2 vagas
Perito Criminal: 20 vagas - Permitidas também ao Cirurgião-dentista
Perito Criminal Especial: 6 vagas - Permitidas também ao Cirurgião-dentista
Perito em Telecomunicação: 2 vagas
Perito Papiloscópico: 40 vagas
Perito em Fotografia Criminal: 15 vagas

Remuneração
Nível Superior:
Delegado de Polícia Substituto: R$ 6.961,81
Escrivão de Polícia: R$ 3.537,37
Médico Legista: R$ 3.537,37
Perito Criminal: R$ 3.537,37
Perito Criminal Especial: R$ 3.537,37
Perito em Telecomunicação: R$ 3.537,37
Perito Papiloscópico: R$ 3.537,37
Perito em Fotografia Criminal: R$ 2.510,51

Inscrições
Taxa: Nível superior: R$ 130,00 (cento e trinta reais)
Horário: Será admitida a inscrição somente via Internet solicitada no período entre 10 horas do dia 8 de novembro de 2010 e 23 horas e 59 minutos do dia 28 de novembro de 2010, observado o horário oficial de Brasília/DF.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

I Meeting Interdisciplinar de Cirurgia, Ortodontia e Impantodontia de Goiás

Sabendo-se que as especialidades de Implantodontia e Ortodontia estão no topo dos conflitos ético-judiciais, nada melhor que ter a oportunidade de aprimorar os conhecimentos e debater temas polêmicos e atuais nestas áreas.
Destaque para os temas com interface com a Odontologia Legal:
- Cuidados para se prevenir alterações indesejáveis nos tecidos moles em Cirurgia Ortognática.
- Como o conhecimento da Ortodontia pode minimizar complicações em casos ortocirúrgicos.
- Perda óssea peri-implantar em implantes cone-morse. Mito ou Realidade?
- Implantes curtos são previsíveis?
- Complicações na reabilitação de maxilas atróficas com enxerto de banco de ossos.

Data: 26 e 27/11/2010.
Local: San Marino Suíte Hotel, Goiânia - GO.
Informações: (62) 3121 4545, meetinggoias2010@hotmail.com.



segunda-feira, 8 de novembro de 2010

RDC Anvisa n. 44/10 - Regula a prescrição e venda de antimicrobianos





RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA – RDC Nº 44, DE 26 DE OUTUBRO DE 2010.

Dispõe sobre o controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação e dá outras providências.

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso da atribuição que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, aprovado pelo Decreto n.º3.029, de 16 de abril de 1999, e tendo em vista o disposto no inciso II e nos §§ 1º e 3º do art. 54 do Regimento Interno aprovado nos termos do Anexo I da Portaria nº 354 da ANVISA, de 11 de agosto de 2006, republicada no DOU de 21 de agosto de 2006, em reunião realizada em 25 de outubro de 2010, e adota a seguinte Resolução da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino sua publicação:

Art. 1º Esta resolução estabelece os critérios para a embalagem, rotulagem, dispensação e controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, conforme lista constante do Anexo a esta Resolução, de uso sob prescrição, isoladas ou em associação.

Parágrafo único. A dispensação de medicamentos contendo as substâncias listadas no Anexo a esta resolução, isoladas ou em associação, fica sujeita à retenção de receita e escrituração em farmácias e drogarias, nos termos desta resolução.

Art. 2º A dispensação de medicamentos a base de antimicrobianos de venda sob prescrição somente poderá ser efetuada mediante receita de controle especial, sendo a 1ª via - Retida no estabelecimento farmacêutico e a 2ª via - Devolvida ao Paciente, atestada, como comprovante do atendimento.

Art. 3º As prescrições somente poderão ser dispensadas quando apresentadas de forma legível e sem rasuras, por profissionais devidamente habilitados e contendo as seguintes informações:

I - nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dosagem ou concentração, forma farmacêutica, quantidade (em algarismos arábicos e por extenso) e posologia;
II - identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e marcação gráfica (carimbo);
III - identificação do usuário: nome completo;
IV - identificação do comprador: nome completo, número do documento oficial de identificação, endereço completo e telefone (se houver);
V - data da emissão; e
VI - identificação do registro de dispensação: anotação da data, quantidade aviada e número do lote, no verso.

Art. 4º A escrituração das receitas com medicamentos contendo as substâncias listadas no Anexo desta resolução, isoladas ou em associação, é obrigatória e deverá atender ao disposto no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

Parágrafo único. Os estabelecimentos que não possuírem implantados os módulos do SNGPC deverão proceder à escrituração em Livro de Registro específico para antimicrobianos, informatizado ou não, conforme modelo utilizado para registro de medicamentos sujeitos ao controle especial.

Art. 5º A escrituração de todas as operações relacionadas com substâncias e medicamentos antimicrobianos, isolados ou em associação, deve ser atualizada no prazo máximo de 7 dias.

§1º No Livro de Registro específico para antimicrobianos a escrituração deve ser realizada a caneta de forma legível, sem rasuras ou emendas e assinada pelo responsável técnico.

§2º No SNGPC ou livro informatizado, a escrituração deve ser realizada pelo responsável técnico com controle de acesso por senha pessoal e intransferível.

§3º As eventuais correções de escrituração no Livro de Registro específico, informatizado ou não, ou as finalizações de inventário no SNGPC devem ser devidamente registradas e justificadas em documento próprio, assegurando a rastreabilidade, para fins de fiscalização da Autoridade Sanitária Competente.

Art. 6º Na embalagem e rotulagem dos medicamentos contendo substâncias antimicrobianas constante da lista Anexa de que trata esta resolução deve constar, obrigatoriamente, na tarja vermelha, em destaque a expressão: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode ser Vendido com Retenção da Receita.

Parágrafo único. Na bula dos medicamentos a que se refere o caput deste artigo deverá constar, obrigatoriamente, em destaque e em letras de corpo maior de que o texto, a expressão: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode ser Vendido com Retenção da Receita.

Art. 7º Será permitida a fabricação e distribuição de amostra-grátis desde que atendidos os requisitos definidos em legislação específica.

Art. 8º Os estabelecimentos deverão manter a disposição das autoridades sanitárias a documentação fiscal referente à compra, venda, transferência ou devolução das substâncias antimicrobianas bem como dos medicamentos que as contenham.

Art. 9º Toda a documentação relativa à movimentação de entradas, saídas ou perdas de antimicrobianos deverão permanecer arquivadas no estabelecimento e à disposição das autoridades sanitárias por um período mínimo de 5 (cinco) anos após sua dispensação ou aviamento.

Art. 10. Fica estabelecido o prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias para adequação quanto à embalagem, rotulagem e bula.

Parágrafo único. As farmácias e drogarias poderão dispensar os medicamentos à base de antimicrobianos que estejam em embalagens com tarja vermelha, ainda não adequadas, desde que fabricadas dentro do prazo previsto no caput deste artigo.

Art. 11. A retenção das receitas de medicamentos, pelas farmácias e drogarias, contendo as substâncias listadas no Anexo desta resolução é obrigatória a partir de 28 de novembro de 2010.

Parágrafo único. As receitas de antimicrobianos terão validade de 10 (dez) dias a contar da data de sua emissão.

Art. 12. As farmácias e drogarias terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para escrituração e adesão ao SNGPC.

Art. 13. O descumprimento das disposições contidas nesta resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.

Art. 14. Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação.

sábado, 6 de novembro de 2010

Estante Virtual


A grana está curta para comprar uns livros? Uma boa saída é comprar livros usados e o grupo de livrarias e sebos reunidos pelo site Estante Virtual tem demonstrado segurança e qualidade na venda e entrega de livros novos e usados.

"Reunindo virtualmente os acervos de 1.815 sebos e livreiros, de 323 cidades, a Estante Virtual é a sua chance de encontrar sempre o livro que você procura. E por um preço que você pode pagar! Chega de bater pernas atrás de livros que você nunca acha, chega de levar para casa um livro que não era exatamente aquele que você queria. E não é só! Todos os leitores cadastrados têm à disposição sua própria estante virtual, para vender livros do seu acervo pessoal para uma comunidade com milhares de leitores de todo o Brasil e de diversos outros países" - Texto retirado do site Estante Virtual.

Particularmente, sou um comprador de livros que, somente por meio deste site, adquiri quase 50 exemplares em pouco mais de um ano, como Odontologia Legal (Luiz Lustosa Silva, 1929), Medicina Legal e Antropologia Forense (Arbenz, 1988), Odontologia Legal - Investigação de paternidade (Luiz Lustosa Silva, 1949), Medicina Legal Aplicada a Arte Dentária (H. Tanner de Abreu, 1922) e outros.

Quem se interessar, ainda há bons exemplares relacionados com nossa especialidade:
- Metodologia do exame clínico em odontologia - para confecção de prontuários.
Lembre-se que não há para livros para todos..... Então é bom se antecipar.
Boas compras.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

1º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina



Responsabilidades civil e penal do médico, danos moral e material ao paciente e constitucionalidade dos tratamentos compulsórios são alguns dos temas que serão debatidos em Brasília, nos dias 2 e 3 de dezembro, durante o 1º Congresso Brasileiro de Direito Médico do Conselho Federal de Medicina.

O encontro promoverá discussões sobre a prática médica na atualidade e sobre os problemas inerentes a esta prática – por exemplo, aqueles relacionados ao erro médico sem culpa: o “mau resultado”. “Este encontro também tem por objetivo estimular o aprofundamento das relações entre os formadores dos médicos e dos profissionais do Direito. Os princípios das duas profissões são muito próximos”, afirma Carlos Vital, vice-presidente do CFM.

O desembargador Miguel Kfouri Neto, do Tribunal de Justiça do Paraná, coordenará no Congresso o painel Os limites da responsabilidade médica: como os juízes fazem contas, calculam danos e antecipam tutelas. De acordo com ele, os médicos estão sujeitos a fatos aleatórios imprevisíveis e precisam ficar atentos a essas condições. Kfouri participou da Comissão Nacional de Revisão do Código de Ética Médica. “É chegada a hora de se ampliar essa discussão, por meio do diálogo constante entre profissionais da medicina, do direito, administradores de hospitais, planos de saúde, clínicas, laboratórios e entidades governamentais que atuam na área da saúde”, avalia.

Os painéis e conferências do encontro abordarão, além dos temas indicados, responsabilidade do médico no código de defesa do consumidor, responsabilidade médica solidária, integração das resoluções do Conselho Federal de Medicina aos tipos penais e consentimento livre e esclarecido.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DNA de gêmeos


Poque os gêmeos idênticos não podem ser identificados por DNA? Por que a odontologia legal consegue? Sim, mais pessoas se perguntam porque as condições bucais são diferentes em gêmeos, uma vez que tem a mesma carga genética, mesmo acesso à odontologia, emesma educação.
PESQUISA

Um novo caminho para a pesquisa odontológica

Estudos realizados com gêmeos aplicam novas ferramentas na pesquisa odontológica, que vêm para aprofundar o conhecimento sobre a boca de cada pessoa e, assim, aprimorar tratamentos e prevenção

Por Antonela Tescarollo
http://www.abo.org.br/jornal/119/pesquisa.php

Um centro de pesquisas realiza estudos com 1.200 pares de gêmeos, com idade entre seis meses e 40 anos, no interior de Minas Gerais. Apesar da descrição anterior se encaixar bem num roteiro de ficção científica, os estudos realizados com os gêmeos idênticos e fraternos de Montes Claros (MG) são reais, sérios, têm embasamento e aplicam uma ferramenta que traz um novo enfoque para a pesquisa odontológica: a Genética.

As pesquisas desenvolvidas na Associação de Gêmeos do Norte de Minas Gerais – região onde se concentra grande número de gêmeos - são coordenadas pelo cirurgião-dentista brasileiro Walter Bretz, que há 25 anos está nos Estados Unidos e atualmente é pesquisador e professor do Departamento de Cariologia da Faculdade de Odontologia da Universidade de Nova York, e por Patrícia Corby, também CD brasileira e professora na mesma instituição. “Desde 2000, desenvolvemos vários modelos de estudo com gêmeos em Odontologia. O objetivo é identificar se há e quais são as contribuições genéticas e am­bientais nas características bucais”, diz Bretz. Ele completa que, em longo prazo, o objetivo é poder definir tratamentos ou me­didas de prevenção mais específicos para cada pessoa e, portanto, mais eficientes.

Um dos modelos de estudo de­senvolvidos que encontra di­fe­ren­cial em gêmeos é o de caso controle, pois entre eles são mi­nimizadas as variáveis ambi­netais, além das genéticas, já que irmãos geralmente recebem a mesma educação, têm o mesmo acesso a serviços de saúde, os mesmos hábitos alimentares, entre outros fatores. Desta forma, é feito o pareamento entre irmãos nos grupos teste e controle, facilitando a análise e comparação das carecterísticas estudadas.

Relações entre boca e genes

Segundo Bretz, os modelos de estudos realizados em Montes Claros levantam e cruzam, nos níveis clínico e genético, muitas e detalhadas informações sobre a saliva, forma dos dentes, halitose, superfície das papilas gustativas, resposta a tratamentos, como o clareamento, e a presença das bactérias benéficas da comunidade microbiana presente na boca. “A partir dos dados já levantados, constatamos que a cárie tem um componente genético”, diz o pesquisador.

Apesar de já haver esta cons­tatação, há muito que se estudar ainda e os próximos passos da pesquisa vão aprofundar as análises da microbiologia oral dos pacientes, para definir melhor as relações entre condições e características bucais e os genes. “Atualmente, também estamos desenvolvendo muitos estudos com gêmeos idênticos com características discordantes em relação à cárie e à doença periodontal”, completa Bretz.

Uma ideia que deu certo

A aplicação da Genética na Odontologia é uma grande novidade e a criação da Associação de Gêmeos do Norte de Minas Gerais mostra que o tema já chama a atenção da comunidade científica internacional. Walter Bretz conta que a ideia deste centro surgiu em 1999, quando se reuniu com geneticistas nos EUA para discutir possibilidades de pesquisas relacionando as duas áreas. “Aí, vimos que precisávamos estudar melhor a cárie utilizando o modelo de gêmeos.”

Em 2000, o projeto foi instalado em Montes Claros e hoje é mantido pelo governo norte-americano, por meio de um programa que apoia pesquisas reconhecidas pelo seu mérito científico, e também tem parcerias com a indústria. Além dos coordenadores, Walter Bretz e Patrícia Corby, o centro conta com um grupo permanente de mais de 15 pesquisadores colaboradores, que desenvolvem pesquisas não só em Odontologia, mas também em Medicina e áreas afins da saúde.

Mais informações : http://www.projetogemeos.com.br/

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