Mensagem dos Autores

Motivados pelo desenvolvimento da Odontologia Legal no Brasil, os autores tiveram a iniciativa de agregar mais uma ferramenta de convergência da classe pericial odontológica com o intuito de divulgar notícias, eventos, trabalhos científicos, além de contribuir para a discussão e troca de experiências entre os praticantes da perícia odontolegal. Contamos com todos para tornarmos este Blog um centro de encontro e de crescimento profissional.







sexta-feira, 30 de julho de 2010

CRO-DF abre inscrição para seleção de Fiscal Cirurgião-Dentista

O CRO-DF abriu um processo seletivo para o preenchimento de uma vaga para o cargo de fiscal cirurgião dentista. A seleção será organizada pelo Instituto Quadrix de Tecnologia e Responsabilidade Social. O salário inicial é de R$ 2.498,91 para uma jornada de 20 horas semanais.
Todos os inscritos passarão por provas objetivas e provas discursivas que serão aplicadas no dia 10 de outubro, em Brasília. Posteriormente será feita a comprovação de títulos para o candidato classificado. Informações e inscrições no site http://www.quadrix.org.br/crodf.aspx ou na sede da instituição organizadora do processo seletivo, que fica na CLN 113, bloco C, salas 109 e 110, Asa Norte. O edital está disponível também no site do CRO-DF http://www.cro-df.org.br/.

Da Inscrição via Internet: das 10h de 14/07/2010 às 12h de 10/09/2010, considerando-se o horário de Brasília.
 
Conteúdo programático
 
LEGISLAÇÃO: Lei Federal nº 4.324/64, Decreto-regulamentar nº 68.704/71, Lei Federal nº 5.081/66, Lei Federal nº 6.710/79, Decreto-regulamentar nº 87.689/82, CFO-42/2003 (que aprova o Código de Ética Odontológica), Resolução CFO-59/2004 (que aprova o Código de Processo Ético Odontológico) e Resolução CFO-63/2005 (que aprova a Consolidação das Normas para Procedimentos nos Conselhos de Odontologia).

CONHECIMENTOS ESPECIFICOS: Flúor: mecanismo de ação farmacocinética, uso, tipos, toxocologia. Cariologia: diagnóstico, patologia e desenvolvimento, exame radiográfico, dieta, tratamento preventivo. Cirurgia: procedimentos cirúrgicos de pequeno e médio porte, extração (sem odontossecção e com odontossecção, com alveoloplastia), sutura, biópsia, drenagem, curetagem, técnicas, indicações e contra-indicações, conduta pré e pósoperatória. Anestesiologia: anatomia, técnicas, soluções, acidentes, riscos e prevenção, indicações e contraindicações, medicação de emergência. Terapêutica e farmacologia: analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos: como, quando e porque receitar, indicação e contraindicação. Química e propriedades, mecanismo de ação, efeitos tóxicos, uso profilático, fatores que modificam o efeito farmacológico, princípios da farmacologia. Psicofarmacologia: antipsicótico e antidepressivos, antiarrítmicos, antianginosos, antihipertensivos, hemostáticos, anticoagulantes. Dentística: preparo de cavidade (tipo túnel, faceta cl, I, II, III, IV, V - amálgamas atípicos),proteção pulpar, materiais restauradores: indicação e contraindicação, tipos e finalidades, manutenção, tratamento preventivo, selante, conduta diante das microatividades e cáries incipientes. Periodontia: epidemiologia dos problemas periodontais, placa bacteriana, etiopatogenia das enfermidades periodontais, classificação e etiologia de doença periodontal, diagnóstico, manifestações agudas, a promoção da saúde em periodontia, o tratamento cirúrgico dos problemas periodontais, o controle da placa, prevenção. Odontopediatria: cariologia, etiologia, etiopatogenia, terapêutica e prevenção, manejo do paciente infantil, traumatismos bucais, dentística em odontopediaria, anestesia em crianças. Semiologia e tratamento das afecções dos tecidos moles bucais. Endodontia: conceitos, topografia da cavidade pulpar e periápice, alterações pulpares e periapicais, tratamento conservador, hidróxido de cálcio, apicificação, reabsorsões, traumatismos, pulpotomias, emergências, cirurgia periapical. Biossegurança no trabalho: técnicas, acondicionamento e esterilização do instrumental, técnicas de desinfecção do ambiente, doenças ocupacionais, antiséptica, desinfetantes, acidentes de trabalho e sua prevenção. AIDS. Saúde Pública: organização dos serviços de saúde no Brasil. SUS: princípios, diretrizes, controle social, planejamento. Noções sobre Políticas de Saúde no Brasil. Indicadores de saúde, sistema de notificação e de vigilância epidemiológica e sanitária. Modelos de atenção odontológica: Programas coletivos: organização, desenvolvimento, manejo de pacientes, adequação de meio. A odontologia social. Processos agudos: flare up, GUNA, pericoronite, GEHA, etc. Patologia: lesões de mucosa, anomalias ou alterações de desenvolvimento de maxilares, lábios, palato, língua, mucosa, glândulas salivares, dentes, número de dentes. Cistos, tumores, lesões cancerizáveis, processos proliferativos. Emergências no consultório odontológico: síncope, angina, edema, hemorragia, fratura mandibular, luxação da ATM, etc. Diagnóstico, tratamento e prevenção das mal oclusões. Lei Orgânica da Saúde e NOB 1996. Biossegurança em odontologia.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Humor ou Infração Ética em Odontologia?


Desde o seu lançamento, um livro polêmico, perturbador, ousado e único no seu gênero. Com um toque pitoresco, o que torna sua leitura de fácil assimilação e ao mesmo tempo divertida, aborda assuntos sérios, de interesse comum, jamais antes abordados e levados ao conhecimento do público leigo. Uma obra que mostra a realidade, o que se passa por detrás da cadeira de muitos consultórios odontológicos e que jamais saberíamos de uma outra forma. Uma obra séria, que toca num assunto sério, mas de uma forma leve, divertida e cômica, fazendo-a dessa forma se destacar como algo ímpar na literatura atual, ao mesmo tempo que incute no leitor, de forma sutil, um misto de dúvida aliado ao desejo de novos e maiores esclarecimentos acerca de sua vivência dentro de um consultório dentário.

A obra, ousada, desde o início causou polêmica em todo o país. Com a primeira edição esgotada em poucos meses, a crítica especializada aplaudia a iniciativa e reconhecia na obra um trabalho de saúde pública enquanto associações de classe se mobilizavam em todo país contra o livro e seu autor. Cirurgiões-dentistas de todo país criticavam a obra nos veículos de comunicação pertinentes, chegando-se ao ponto de uma manifestação do Conselho Federal de Odontologia. Mas a resposta do autor às críticas foi incisiva e sólida. Utilizando de seu direito de resposta, o autor novamente expôs ao público os motivos que o levaram a escrever a obra e deixou transparecer de uma maneira clara que aqueles que não coincidem com a divulgação e expressão da obra são justamente aqueles que se identificaram nas entrelinhas da mesma, ou seja, os maus profissionais, sobre os quais o livro chama a atenção e condena.


ENTREVISTA RETIRADA DO SITE DO AUTOR: http://www.eduardoesber.com/
"Bem, já deu para perceber que você gosta de coisas polêmicas. Não bastasse todo o rumor que causou com seu primeiro livro, temos agora este que, pelo que pude perceber, está muito mais incisivo e controverso do que o anterior. Eu diria até aterrorizante. O que exatamente o levou a escrever esse livro e por que não escreveu algo para estimular as pessoas a irem ao dentista, já que você é um dentista?

Inicialmente gostaria de enfatizar que respeito o bom humor de meus leitores e, sendo assim, considero válido tudo o que possa ser feito para estimulá-lo. Nesse mundo atribulado no qual vivemos, corremos o risco de, sem percebermos, nos deixarmos levar pela onda de pessimismo que arrasta a maioria das pessoas, que mais reclamam do que simplesmente vivem suas vidas. Se a vida não é lá tão bela, o que reconheço, nem por isso vamos deixar nosso senso de humor de lado e fazermos parte da grande massa de insatisfeitos e reclamantes que nos rodeia. Isso só vem a piorar as coisas. Embora a insatisfação por vezes bata à nossa porta, devemos saber lidar com ela, ou melhor, brincar com ela, que é como deve ser tratada. E para isso existe o senso de humor. Para aqueles que o têm, é esse mesmo senso de humor que vai dizer se, após a leitura do livro, deve-se ou não ir ao dentista.

Seu primeiro livro causou pânico para grande parte da população, inclusive uma enorme revolta entre os dentistas e os órgãos regulamentadores da classe. Soube de um processo ético que foi movido contra você. Como você interpreta essa reação das pessoas, sendo que para muitas você está tentando convencer o seu leitor a não ir ao dentista?

Aprendemos muitas coisas na escola. Aprendemos muitas coisas em nosso trabalho, em nossa profissão. Muitas pessoas nos ensinaram tantas coisas, da mesma maneira que ensinamos tantas outras a tantos outros. Se quer aprender sobre algum assunto específico, compre um livro, leia-o, releia-o, faça perguntas para alguém que domine o assunto mais do que você. Tenho certeza que aprenderá tudo o que precisar. Infelizmente não existem livros que ensinam a ter senso de humor, muito menos livros que ensinam a sorrir. Quem ensina isso é a vida, mas nem todos aprendem, talvez por não terem aprendido a viver. Viver é uma forma de interação com nosso mundo e o aprendizado ocorre a partir dessa interação. Quando as pessoas se fecham dentro de sua ignorância, não ocorre essa interação e consequentemente não ocorre o aprendizado. Se o primeiro livro causou pânico para muitas pessoas, para milhares de outras causou muitas gargalhadas e proporcionou um conhecimento sobre odontologia que não seria adquirido de outra forma. Sua percepção e entendimento de um tratamento odontológico mudaram, e mudou, para melhor, a forma de enxegar um consultório dentário e interagir com o profissional que lá trabalha. Para os insatisfeitos, recomendo procurarem na livraria mais próxima o título "Como ter senso de humor em 10 lições". Não irão ainda aprender, muito menos encontrarem esse livro, mas só pelo fato de refletirem sobre isso, já terão dado o primeiro passo."

COMENTÁRIO RETIRADO DO SITE DO AUTOR: www.eduardoesber.com  
Nada melhor do que um dentista para... contar piadas de dentistas! Entre muitas piadas inéditas, o livro apresenta as mais tradicionais piadas de dentistas, contadas de uma forma diferente e pitoresca. Diferentemente dos livros de piadas comuns, onde as piadas são simplesmente expostas uma a uma, de uma maneira crua, o livro inova em seu formato, proporcionando ao leitor, de forma cômica e divertida, para cada piada, um desfecho favorável, um desfecho trágico, comentários de um dentista, com fatos de sua vivência profissional e, satirizando ao extremo, a resposta para a pergunta: Pode acontecer? Uma verdadeira obra-prima do humor, indispensável para todos aqueles que um dia acordaram e, frente a todos os problemas que tinham, resolveram simplesmente rir e levar suas vidas.


As 3 obras do CD. Eduardo Esber podem ser encontradas no seu site http://www.eduardoesber.com/ .

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Radiografias periapicais prévias ao tratamento ortodôntico


Texto de Alberto Consolaro

As reabsorções dentárias, no mundo ocidental, têm uma prevalência entre 6 e 10% dentre as pessoas que nunca realizaram qualquer tipo de tratamento ortodôntico. Em termos clínicos, isto pode ser assim traduzido: em cada 100 pacientes ortodônticos, 6 a 10 têm reabsorções dentárias em um ou mais dentes, podendo gerar problemas durante o tratamento.

As radiografias periapicais são as mais indicadas para o diagnóstico de alterações como fraturas radiculares, calcificações pulpares, metamorfose cálcica da polpa, cárie, periapicopatias e outras alterações exclusivas dos dentes, incluindo-se as reabsorções. Em outras palavras, no planejamento ortodôntico deve-se incluir a análise minuciosa de radiografias periapicais de todos os dentes. O objetivo é diagnosticar alterações dentárias pré-existentes não detectáveis pelas radiografias panorâmicas e assim evitar complicações durante o tratamento ortodôntico.
 
As radiografias periapicais de todos os dentes antes do tratamento ortodôntico representam, em seu conjunto, uma das formas mais eficientes de prevenir-se de problemas associados às reabsorões dentárias durante o tratamento ortodôntico. As radiografias prévias ao tratamento ortodôntico não devem se restringir aos incisivos superiores e inferiores, pois estes não podem servir de referência para o diagnóstico de ocorrência, e nem de severidade, das reabsorções nos demais dentes.

Há a algum tempo atrás, eram comuns afirmações como: se houver uma percepção de algum problema em alguns dentes ou regiões nas radiografias panorâmicas, solicita-se então radiografias periapicais dos dentes suspeitos. Nas radiografias panorâmicas, porém, não é possível detectar imagens ou percepções de reabsorções dentárias pequenas e médias.

Estas abordagens são muito importantes para evitar perdas dentárias durante e após o tratamento ortodôntico, decorrentes de reabsorções internas, reabsorções por substituição, reabsorções cervicais externas e outras que já pré-existiam. As radiografias periapicais no planejamento ortodôntico evitam que diagnósticos não realizados adequada e previamente possam ser a causa de condenações processuais de ortodontistas. O diagnóstico prévio ao tratamento ortodôntico de problemas bucais e dentários é responsabilidade de qualquer profissional da área odontológica.
 
Em forma de insight algumas perguntas ficam sem respostas e podem induzir reflexões para novas pesquisas e abordagens sobre o tema:

1) Por que não há pesquisas de casuísticas ortodônticas comparando os tratamentos realizados e suas conseqüências, como as reabsorções radiculares, sem e com a obtenção e análise de radiografias periapicais prévias em suas documentações?

2) Nos processos judiciais contra os ortodontistas, quantos casos estão relacionados com as reabsorções dentárias e, destas, quantas poderiam ser diagnosticadas por radiografias periapicais prévias e não o foram?


3) Em casuísticas ortodônticas exclusivamente com radiografias panorâmicas e em outras com radiografias periapicais prévias, qual foi a prevalência das reabsorções dentárias detectadas previamente?

4) Quais as implicações econômicas nas planilhas de custo do tratamento ortodôntico se as radiografias periapicais prévias forem adotadas como procedimento de rotina? Qual a relação custo-benefício para o paciente e para o profissional?

5) Quais razões os profissionais que não solicitam radiografias periapicais prévias alegam para não adotarem esta conduta:
a) Falta de conhecimento de suas vantagens?
b) Receio de que o aumento de custo da documentação iniba a realização do tratamento ortodôntico por parte do paciente?
c) Falta de uma cultura profissional de prevenção em relação a processos judiciais?
d) Não aprenderam este procedimento em sua formação ortodôntica e mudar hábitos e cultura representa uma prática difícil?

Artigo publicado em: R Dental Press Ortodon Ortop Facial Maringá, v. 12, n. 4, p. 14-16, jul./ago. 2007.
Baixar texto completo.
Autor: alberto@fob.usp.br.

sábado, 24 de julho de 2010

Responsabilidade civil do ortodontista

Resumo
O objetivo da terapia ortodôntica é a correção de problemas dentários e esqueléticos, visando resultados estéticos e funcionais estáveis. Tais objetivos, naturalmente, aumentam a expectativa do paciente quanto aos resultados e geram dúvidas nos ortodontistas em diversas situações clínicas. Este trabalho teve como objetivo esclarecer as principais dúvidas dos ortodontistas quanto à sua responsabilidade pelos casos tratados, seus direitos e deveres na relação profissional/paciente e na prevenção de ações judiciais. A comunicação com o paciente e/ou responsável, com a descrição do plano, riscos, benefícios e custos do tratamento, bem como a elaboração, anuência e guarda da documentação ortodôntica, são fundamentais na prevenção de litígios judiciais. A conduta profissional deve ser embasada nos princípios da ética e da moral. Artigo publicado em: R Dental Press Ortodon Ortop Facial Maringá, v. 11, n. 2, p. 120-127, mar./abril 2006.

Responsabilidade durante e pós-tratamento
Um ponto bastante polêmico e gerador de conflitos entre ortodontista e paciente diz respeito ao tempo de duração do tratamento e período de responsabilidade civil do ortodontista pós-tratamento. O tratamento ortodôntico não é um padrão estanque porque cada caso requer análise individual.

Assim, o ortodontista pode fazer uma estimativa do prazo de duração do tratamento e do prazo para o atendimento do paciente pós-tratamento, conforme o caso específico.

A estimativa do prazo para o tratamento ortodôntico deve considerar as circunstâncias de cada caso, como o aumento ou diminuição da tração para o posicionamento dos dentes, e as conseqüências resultantes do tratamento, tais como os desvios de mordida, mau posicionamento de arcada e dores nas articulações, os quais podem aumentar ou diminuir o prazo de tratamento inicialmente estipulado.

Considerando que a determinação de prazo para o tratamento ortodôntico é convenção particular entre o ortodontista e paciente e que a lei prevê a liberdade de contratação e a prevalência da vontade na celebração dos atos civis, não há previsão legal para o prazo de reabilitação do tratamento ortodôntico. Todavia, uma vez que o ortodontista estabeleça um prazo para o tratamento ortodôntico, este deve ser respeitado, considerando, como já foi dito, as circunstâncias de cada caso.

Quanto ao período de atendimento ao paciente após o tratamento ortodôntico, geralmente tal atendimento é prolongado até que se atinja a estabilidade do arco dentário, se tudo correr conforme a previsão inicial do tratamento. A responsabilidade civil do ortodontista torna-se mais evidente no término do tratamento e principalmente se os resultados não são satisfatórios ou ocorreram seqüelas como desvios de mordida, dentes abalados, encurtamento de raízes, dores nas articulações, enfim, quando sobrevêm danos ao paciente decorrentes de falhas cometidas pelo ortodontista.

Mesmo finalizado o tratamento com os resultados planejados, as seqüelas danosas são consideradas como causas de imputabilidade de responsabilidade do ortodontista. A responsabilidade civil decorrente dos danos causados em tratamentos ortodônticos mal sucedidos, de modo geral, é prevista no art. 186 do Código Civil Brasileiro que prevê, nos seguintes termos ”aquele que por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar o direito, causar prejuízo a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Prevenção de cárie dentária e doença periodontal em Ortodontia: uma necessidade imprescindível

*

Resumo
O tratamento ortodôntico envolve procedimentos, geralmente, realizados durante um longo período. No ato da remoção do aparelho, freqüentemente, são encontradas áreas de desmineralização sob braquetes e bandas, quando já não há cavitações e, na maioria das vezes, inflamações dos tecidos periodontais. Para evitar estas iatrogenias, o clínico geral ou o especialista e toda sua equipe devem estar realmente motivados e envolvidos na aplicação dos conceitos de Odontologia Preventiva em seus pacientes ou, pelo menos, dispostos a delegar esta tarefa a alguém capacitado para fazê-la. Existem métodos relativamente simples para se avaliar o potencial de colaboração do paciente com o tratamento proposto, antes mesmo de seu início, e de se manter este paciente em níveis aceitáveis de saúde bucal. A utilização de recursos áudiovisuais para motivar os pacientes, os reforços positivos, a realização de escovação supervisionada e da limpeza interdentária, orientação sobre higiene, manutenção de saúde bucal e dieta, utilização de diferentes tipos de acessórios ortodônticos e de agentes cimentantes, além do uso, quando necessário, de diversos métodos químicos, são importantes instrumentos a serem utilizados durante o tratamento ortodôntico. Tomando-se as devidas precauções, é possível alcançar uma oclusão funcional e esteticamente aceitável sem deixar que a doença tenha um papel coadjuvante no transcorrer e após o término do tratamento ortodôntico. Artigo publicado em: R Dental Press Ortodon Ortop Facial Maringá, v. 11, n. 2, p. 110-119, mar./abril 2006.

terça-feira, 20 de julho de 2010

III Seminário Nacional de DNA e Laboratórios Forenses

Brasília sediará o III Seminário Nacional de DNA e Laboratórios Forenses, entre os dias 21 e 24 de setembro de 2010, na Universidade de Brasília - UnB.

Este evento, que em sua terceira edição será realizado pela Associação Brasiliense de Peritos em Criminalística (ABPC), já se tornou tradicional no meio pericial, sendo um dos mais concorridos entre os seminários especializados promovidos pela Associação Brasileira de Criminalística (ABC). Além de reunir peritos criminais de todos os estados do Brasil (dentre os quais diversos dirigentes de laboratórios forenses), o Seminário pretende contar com a presença de profissionais da ABNT e INMETRO (dispostos a contribuir com a padronização e o Controle de Qualidade nos laboratórios forenses), bem como professores e estudantes universitários das diversas áreas que compõem a perícia forense. Esta essencial integração entre os peritos e o ensino superior pretende mostrar que a perícia tem sua base na ciência, e que sem a universidade seus avanços e atualização ficam mais difíceis.

O III Seminário Nacional de DNA e Laboratórios Forenses destina-se não só a peritos e estudantes, mas a professores universitários, delegados de polícia, carreiras jurídicas e demais interessados em compreender e se atualizar na área laboratorial forense.

É também oportunidade única para conhecer a grandiosa arquitetura de Brasília, cidade projetada que completou seus 50 anos em 2010, com suas largas avenidas, seu céu azul sem igual e em um por-de-sol único!

Gustavo Carvalho Dalton - Presidente da ABPC.
 
Destaque para a o curso de Antropologia e Odonto Forense ministrado pelos professores: Malthus Fonseca Galvão (DF), Paulo Ênio Garcia da Costa Filho (DF), Casimiro Abreu Possante de Almeida (RJ).

Veja a programação científica aqui.

sábado, 17 de julho de 2010

Inscrições para o Brasil Forense - Valores até final de julho/2010

Mato Grosso abrirá suas portas para o BRASIL FORENSE 2010 - XXI CONGRESSO BRASILEIRO DE MEDICINA LEGAL e X CONGRESSO BRASILEIRO DE ÉTICA E ODONTOLOGIA LEGAL, a ser realizado no período de 27 a 29 de Outubro de 2010, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá/MT, sob a responsabilidade da Associação Mato-grossense de Medicina Legal.

Atenção para os valores de inscrição que serão reajustados após 31/07/2010.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

The Forensic Odontologists Association of South America (A.O.F.S.)

Criação da Associação Sulamericana de odontolegistas (AOFS)

The Argentinian Society of Legal Odontology (S.A.D.O.L.) was founded in year 1977 in the city of Rosario, province of Santa Fe, Argentina. Its first president was a physician called Oscar Sanchez and his secretary the odontologist called Héctor Ceppi.

Due to the political situation of the country at that time, SADOL stop developing. In 1995 however, Odontologist School of Tucuman´s State University presented the first specialist course approved by The National Commission of The Evaluation and Certification Universities, awarding “The Legal Expert Odontologist” degree, the first in South America. Rosario’s Odontology State University followed. In the year 2001 Health State Ministry recognized Legal Odontology as a specialty and published this in the Official Bulletin of November 2001. Ceppi therefore started the legacy and today SADOL is a successful society with members all around Argentina having annual meetings scheduled since 2005.

Our sixth meeting was in Buenos Aires in may 2010 at which time we will also paid tribute to Elida N. Briñón, a pioneer of Legal Odontology in Argentina. She has been an expert in the courts of Buenos Aires for many years. She has published two books, the first in 1983 entitled ¨Legal Odontology and Forensic Practice¨ and its final publication in the year 2006 ¨Iatrogenic and injuries in Legal Odontology¨. Countries represented at the Buenos Aires meeting constituted Argentina, Bolivia, Brazil, Paraguay, Peru and Uruguay.

At our meeting of May 2009 the Managerial Commission of SADOL for 2009 – 2011 was constituted. The members are: Carlos Marcelo Gonzalez (President), Roberto Rivarola (Vice-President), Judith Prado Pagniez (Secretary), Oscar Heit (Treasurer) and Marcelo Luzi (Minutes Secretary and Interinstitutional Relantionships) The Forensic Odontologists Association of South America (A.O.F.S.) was recently created and consists of: Carlos Marcelo Gonzalez (Argentina) (President); Rosario Rovira Gómez (Bolivia) (Secretary); Celia Mármol (Paraguay)(Treasurer); Ana María Carlos Erazo (Perú) (First Vocal); Rhonan Ferreira da Silva (Brazil) (Second Vocal);– Alicia Picapedra (Uruguay) (First Accounting Manager) and Manuel Maurelia (Chile) (Second Accounting Manager). AOFS will have its first meeting during the 8th International Congress of Odontologist of Paraguay, 9-11 September 2010 in Asuncion, the Capital of Paraguay’s Republic. The main aim of this meeting will be the creation of a DVI team for South America.

Cordial regards to all members and authorities of IOFOS!
 
Photo taken during the Sixth Meeting of the Argentinian Society of Legal Odontology, in Buenos Aires. From the left Drs. Marta Maldonado (Argentina), Juan Carlos Zarate Rodríguez (Paraguay), Mauro Machado do Prado (Brazil), Rhonan Ferreira da Silva (Brazil), Elida Briñón (Argentina), Carlos Marcelo González (Argentina), Oscar Heit (Argentina), Alicia Picapedra (Uruguay), Judith Prado Pagniez (Argentina) and Elisandro García (Argentina).

terça-feira, 13 de julho de 2010

Perícia odontolegal do Tocantins: eficiência materializando a verdade



O articulista Gilvan Nolêto* apresenta um relato sobre o episódio que segundo ele "os peritos da Polícia Técnico-Científica do Estado do Tocantins se recolheram ao silêncio".
Confira!
*TEXTO PUBLICADO COM PERMISSÃO DO AUTOR.
Gilvan Nolêto – é Jornalista e Perito Oficial Classe Especial

"Os flashes e holofotes da mídia não podem deslumbrar autoridades constituídas, sob pena de se ter ofuscado o aspecto ético, tão importante na consolidação da credibilidade pública. Foi com esta consciência, que os peritos da Polícia Técnico-Científica do Estado do Tocantins se recolheram ao silêncio, depois que uma autoridade pública do Estado, preferiu confiar aos peritos de Brasília, os exames que resultaram no mesmo resultado que a perícia tocantinense havia encontrado: o cadáver carbonizado era mesmo de um empresário que estava desaparecido.

Zelo e desprezo
O silêncio da perícia, nada teve de aversão à mídia, nem receio ao confronto de laudos, foi zelo à ética; foi necessidade de preservação do sigilo relativo à prova pericial; foi respeito ao sofrimento da família do morto.
O desprezo dessa autoridade pelo resultado do Laudo de Identificação Cadavérica emitido pelos peritos do Serviço de Antropologia Forense do Tocantins (SANO) fez a sociedade tocantinense acreditar que a Polícia Técnico-Científica do Estado (POLITEC) fosse incompetente. Mas o Laudo Cadavérico emitido pela Seção de Antropologia Forense de Brasília não deixa dúvidas: “O confronto odontológico chegou ao mesmo resultado obtido pela perícia odontológica realizada em Palmas – TO”.

Brasília e Tocantins, iguais
Como se observa, a única diferença entre a perícia realizada no Tocantins, a partir de exame na arcada dentária e a identificação pelo exame de DNA realizado em Brasília é apenas o elevado custo deste, em relação àquele. É bom repetir, que a perícia tocantinense, já havia apresentado um resultado, de baixo custo, é verdade, mas exato, eficiente e conclusivo, porém, posto em dúvida e desprezado por tal autoridade.
Dias depois, essa mesma autoridade, cuja atitude pusera em dúvida a competência dos peritos tocantinenses, referiu-se à perícia do Tocantins, como “absolutamente eficiente”. Tardio, o reconhecimento contraditório da autoridade não pode mais ser recebido como elogio, e sim como um pedido de desculpas, pelo embaraço causado à eficiência técnico-científico dos peritos do Tocantins.

Censura
O fato merece censura à autoridade autora da atitude, não à instituição séria, à qual ela pertence. A relação dessa instituição com as demais é harmônica, discreta e respeitosa, sem, no entanto, ser omissa ou servil.
Ao duvidar da identidade do cadáver evidente no primeiro laudo, a referida autoridade não apenas expôs a dúvidas a capacidade dos peritos tocantinenses, como também possibilitou constrangimentos e mais sofrimentos à família do empresário, a qual se viu sujeita a especulações das mais diversas, sobre a morte, causa mortis e identidade do cadáver.

Deficiência e eficiência
Para desavisados e para que atitudes semelhantes não se repitam é oportuno esclarecer, que o Tocantins não é submundo, nem a Polícia Técnico-Científica do Estado deve nada a nenhuma outra unidade da federação em competência profissional.
É verdade que faltam, às vezes, equipamentos para o pleno exercício do ofício pericial aqui no cerrado. A Polícia Técnico-Científica ainda não dispõe, por exemplo, de uma tábua osteométrica para a projeção de altura, nem aparelhos craniométricos (mede ângulos faciais). Também é verdade que faltam reagentes como o luminol ou o blue star, este, usado no caso Isabela Nardone. No entanto, essa deficiência não diminui a eficiência da perícia tocantinense, haja vista que por outros métodos, o mesmo trabalho tem sido realizado.

Medindo a eficiência
A eficiência da perícia do Tocantins não se mede por aparições na mídia, mas se constatada pelos índices de resolução de crimes, ou seja, conhecimento da autoria, que supera os 70%, ao contrário de estados que vêem das Capitanias Hereditárias e não alcançam 10% das elucidações.
Não foi por acaso, que durante o XX Congresso Brasileiro de Medicina Legal realizado em Palmas, em outubro de 2008, o Presidente da Associação Brasileira de Medicina Legal (ABML), Dardeg Soares reconheceu a Medicina Legal do Tocantins, como uma “ilha de excelência”. Não foi em vão que perito legista do Tocantins elegeu-se presidente do Colégio Nacional de Diretores de IML’s.

Respeito
Quem entende da área sabe que a perícia tocantinense é reconhecidamente qualificada e os peritos da Polícia Técnico-Científica do Estado são profissionais abnegados na busca da materialização da verdade. Se o trabalho policial é um norte que embasa as decisões judiciais, a perícia tocantinense não merece tratamento duvidoso. Merece sim, respeito."

domingo, 11 de julho de 2010

Erros na Confecção das Radiografias Dentais

A radiologia, seja médica seja odontológica, é uma especialidade que graças às suas informações não é somente um meio auxiliar de diagnóstico. A radiografia é um meio indispensável de diagnóstico e, para isso, necessita apresentar boa qualidade. As informações contidas neste livro deixarão o profissional dentista, que deixou há muito de exercer a prática radiográfica, qualificado para retornar à técnica e tornar o aluno de Odontologia um futuro profissional competente nas suas execuções radiográficas.

Sumário:
• Avaliação da Qualidade das Radiografias
• Erros na Confecção das Radiografias
• Erros no Armazenamento
• Erros na Tomada das Radiografias
• Erros no Processamento

Autor(a): Luiz Fernando Deluiz
Editora: Estácio de Sá
Edição: 1ª/2005 - 64 páginas
ISBN: 8575791702

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Percepção sobre ética e humanização na formação odontológica


Resumo.
Objetivo: Investigar a percepção de estudantes concluintes de cursos de Odontologia sobre os aspectos éticos no atendimento odontológico e como esses futuros profissionais têm aprendido a lidar com eles a partir dos problemas vivenciados na clínica. Métodos: Estudo de caráter descritivo e abordagem qualitativa. A técnica de coleta de dados utilizada foi a de Grupo Focal. Os sujeitos entrevistados foram alunos concluintes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e da Universidade Potiguar. A discussão em cada grupo foi realizada com base em roteiro e registrada em gravação de áudio e anotações por escrito. O conteúdo foi sistematizado e, em seguida, categorizado por análise temática. Resultados: Os achados encontrados na literatura específica foram confirmados. As discussões dos grupos focais apontaram carência de conhecimentos sobre temas como ética, humanização e aspectos relacionais na prática clínica. Estes, quando desenvolvidos, são de forma marginal em aulas teóricas, sem inserção maior durante a realização das práticas. Conclusão: Os resultados obtidos aproximaram-se daqueles identificados na literatura, sugerindo a necessidade de articular aspectos éticos e relacionais aos conteúdos técnicos na formação acadêmica dos futuros profissionais de Odontologia. Artigo publicado em: RGO - Rev Gaúcha Odontol., Porto Alegre, v. 58, n. 2, p. 231-238, abr./jun. 2010.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estimativa da idade por meio de radiografias panorâmicas


Resumo
Objetivo: Verificar a aplicabilidade do método de estimativa de idade, pelos dentes, desenvolvido por Nicodemo, em uma população miscigenada de brasileiros na região da Baixada Cuiabana no Estado de Mato Grosso, Região Centro-Oeste do Brasil. Métodos: Foram analisadas 200 radiografias panorâmicas, sendo 100 do gênero masculino e 100 do feminino, do arquivo de especialização da disciplina de ortodontia da Associação Brasileira de Cirurgiões-Dentistas - Seção Mato Grosso, e aplicado o método de estimativa de idade proposto por Nicodemo para verificação do percentual de acertos nessa amostra por meio de estatística simples. Resultados: Houve 54% de acertos no total de indivíduos avaliados, sendo que para o gênero masculino obteve-se 55% de acertos e 45% de erros, enquanto que para o gênero feminino 53% acertos e 47% de erros. Conclusão: Observou-se a necessidade de ajustes nesse método ou da criação de um método específico de aplicabilidade em indivíduos próprios dessa região do Brasil. Artigo publicado em: RGO - Rev Gaúcha Odontol., Porto Alegre, v. 58, n. 2, p. 203-206, abr./jun. 2010.

domingo, 4 de julho de 2010

Dental Implant Complications: Etiology, Prevention, and Treatment


Product Details

Author: Stuart J. Froum
Hardcover: 336 pages
Publisher: Wiley-Blackwell; 1 edition (August 2, 2010)
Language: English
ISBN-10: 0813808413
ISBN-13: 978-0813808413

Editorial Reviews
Dental implants have become one of the most popular and rapidly growing techniques for replacing missing teeth. While their predictability, functionality, and durability make them an attractive option for patients and clinicians alike, complications can arise at any stage from patient assessment to maintenance therapy. Dental Implant Complications: Etiology, Prevention, and Treatment is the first comprehensive reference of its kind designed to provide clinicians of all skill levels with practical instruction grounded in evidence-based research. Featuring cases from a variety of dental specialties, the book covers the most commonly occurring implant complications as well as the unique.

Dental Implant Complications is organized sequentially, guiding the reader through complications associated with the diagnosis, treatment planning, placement, restoration, and maintenance of implants at any stage. Complications associated with various bone augmentation and sinus lift procedures are also discussed in detail with emphasis on their etiology and prevention. Each chapter utilizes a highly-illustrated and user-friendly format to showcase key pedagogical features, including a list of “take home tips” summarizing the fundamental points of each chapter. In addition to its clinical thrust, the book presents current industry standards in implant dentistry and the Medico-Legal issues surrounding them, giving the reader the necessary context for the information at hand. The book concludes with a series of cases by experts in the field, highlighting more complex complications and multi-faceted treatment measures.
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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Tratamento das ulcerações traumáticas bucais causadas por aparelhos ortodônticos



Resumo
As lesões de aspecto ulcerado na mucosa bucal são um achado comum na clínica odontológica e geralmente são ocasionados por trauma mecânico devido a próteses mal adaptadas, aparelhos ortodônticos e dentes com coroas ou restaurações fraturadas. Contudo, os indivíduos nos quais a lesão persiste por mais de três semanas deverão ser submetidos à biopsia ou outros exames para excluir algumas lesões de caráter neoplásico ou outras condições, tais como as infecções crônicas e as doenças de caráter imunológico. Durante o tratamento ortodôntico, a dor e o desconforto da mucosa bucal podem acontecer como resultado do traumatismo mecânico dos aparelhos, ocasionado pela fricção aumentada entre o tecido da mucosa e a superfície dos braquetes. Atualmente, o ortodontista possui poucos recursos para prevenir ou aliviar esta irritação na mucosa. O objetivo deste artigo é orientar o ortodontista para o manejo mais adequado destas lesões visando o seu diagnóstico correto, o alívio dos sintomas que estas costumam provocar e o tratamento mais adequado para cada tipo de caso.
Considerações Finais
O tratamento ortodôntico muitas vezes pode induzir o aparecimento de lesões ulceradas na mucosa bucal. O diagnóstico correto destas lesões é imprescindível para se descartar outras doenças importantes de natureza não traumática. Cabe ao ortodontista a eliminação do fator agressor causador da lesão e a aplicação de fármacos adequados, vislumbrando a reparação tecidual rápida e o alívio dos sintomas flogísticos. Artigo publicado em: Revista Dental Press Ortodon Ortop Facial, Maringá, v. 10, n. 5, p. 30-36, set./out. 2005.
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Autor: a.lima@pucpr.br.

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