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terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O futuro da odontologia: células-tronco



Postada em: 02/12/2009 em: http://www.fop.unicamp.br/portal/newsfull.php?codnoticia=2372&org=f

Desde a década de 60, 70, vem sendo realizada pesquisas com germe dental - estrutura embrionária de onde se derivam o elemento dental e suas estruturas de suporte. Naquele tempo, já haviam mostrado que, ao separar uma parte do germe dental de um determinado animal, como, por exemplo, de um lagarto, e implantá-lo em um pássaro, esse processo torna possível a erupção de um dente.
O professor de biologia bucal, Sérgio Roberto Peres Line, que ministra aulas sobre odontogênese na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Unicamp, explica como isso é possível. O dente é uma estrutura calcificada. Ele começa a ser formado como um brotamento do epitélio que reveste a cavidade bucal, como se fosse um primórdio do dente ainda não calcificado, conhecido como germe dental. Seu crescimento tem início ainda no período embrionário, dentro do útero materno, e se dá semelhante ao desenvolvimento da um broto vegetal.
Por um fenômeno conhecido como diferenciação celular as células do geme dental dão origem aos principais tecidos que formam o dente: esmalte, dentina, polpa e cemento Um dos mistérios, comenta o professor, é saber como essas células se diferenciam, de maneira perfeita e exata, para formar o dente.
Metodologia: “Em estudos feitos recentemente com células de germe dental em ratos, os pesquisadores separaram as células que vão formar o esmalte (epiteliais), das células que vão formar a dentina, polpa, cemento (mesenquimais). O próximo passo é juntá-las, in vitro (processo chamado de cultura de células) em uma esponja de colágeno. Assim que a esponja estiver pronta ela é implantada num alvéolo dentário em um outro rato, que teve o molar extraído. As células no interior da esponja têm a capacidade de formar outro dente. Ou seja, o germe dental vai crescer e erupcionar como um dente natural.
O professor explica que ainda não é possível formar um dente perfeito. Todo esse processo dá condições para criar um dente, entretanto, ainda rudimentar, pequeno, semelhante a um dente monorradicular. “O tamanho e o formato de um dente dependem de vários fatores, que são determinados durante a embriogenese – quando o embrião é formado e se desenvolve. Fazer um dente perfeito será muito difícil. Caberá ao cirurgião-dentista dar forma e acabamento ao dente feito in vitro”, avalia Line.
Segundo o professor, mesmo sendo teóricamente possível formar um dente biológico a partir de células-tronco em humanos, isto seria economicamente inviável. Todo o processo, envolverá o esforço de uma equipe composta por profissionais da área básica, técnicos de laboratório e cirurgiões-dentistas, os quais terão a função de implantar o germe dental, e dar “acabamento” estético e funcional ao dente erupcionado, isto é, deixando a coroa no formato desejado...
Leia a reportagem completa em:
http://www.fop.unicamp.br/portal/newsfull.php?codnoticia=2372&org=f

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