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sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Erro odontológico? Cirurgião-dentista não aparece para prestar depoimento


Cirurgião-dentista não aparece para prestar depoimento

O DFTV ouviu, hoje, o coordenador da clínica onde César, o menino que teve os dentes arrancados, fazia tratamento. Depoimento de estagiárias reforça que não era preciso extrair todos os dentes.
Os depoimentos das estagiárias duraram quase cinco horas, nessa sexta-feira, dia 23, na 5ª Delegacia de Polícia. O delegado já tem provas suficientes pra indiciar o cirurgião-dentista por lesão corporal gravíssima.
“As próprias estagiárias declararam pra gente, após a intervenção cirúrgica, espanto, surpresa com aquele procedimento. Uma delas chegou a comentar: se fosse meu filho eu não permitiria”, relata o delegado Laércio Rossetto.
Para o diretor do Instituto Médico Legal (IML), Malthus Fonseca Galgão, está claro: não existia nenhuma indicação de que todos os dentes do adolescente César Oliveira precisassem ser arrancados.
“Mesmo se eu não tivesse a radiografia anterior, só com a final pela forma dos remanescentes auveolares, os locais onde os dentes se encaixam, é possível afirmar: não existia indicação, não existia necessidade da extração de todos os dentes, somente de dois elementos dentários”, assegura Galgão.
“A gente tem a plena convicção de que ele tirou os dentes de livre e espontânea vontade, porque assim bem entendeu que deveria fazer. No momento da cirurgia, as próprias estagiárias e o doutor responsável pela cirurgia constatou que os dentes do César já eram tratados por um odontologista, havia um tratamento ortodôntico pra corrigir os dentes. E ainda comentaram: olha como os dentes dele estão alinhados”, completa Rosseto.
Durante sete meses, César foi atendido na clínica odontológica de uma universidade particular. Foi um tratamento longo e, quando ele terminou, estava sem cáries, sem placa e com o alinhamento perfeito dos dentes. A indicação dos dentistas era pra que apenas dois dentes fossem arrancados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A notícia de que todos foram extraídos surpreendeu os profissionais que atendiam César.
Com o prontuário de César em mãos, o coordenador da odontologia, Cláudio Maranhão, lembra que ele gostava do tratamento e cuidava muito bem dos dentes com a ajuda da mãe.
“Partindo do pressuposto que ele saiu da universidade em maio com uma ótima higienização, uma boa condição bucal, não esperávamos isso, e sim que apenas dois dentes fossem retirados”, afirma Maranhão.
O cirurgião-dentista que fez o procedimento não compareceu ao depoimento marcado para ontem (23). O advogado dele apresentou um atestado médico de 60 dias, mas apenas para afastamento do trabalho. O delegado espera ouvi-lo na próxima semana e concluir o inquérito.



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